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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Espetáculo no Ar: Um show de cores e audácia pelos céus do mundo - Parte 6

Quem nunca viu uma apresentação ou pelo menos ouviu falar da Esquadrilha da Fumaça da Força Aérea Brasileira? Difícil, não é mesmo? Entretanto, o que talvez muitas pessoas não saibam, principalmente aquelas que não vivenciam a Aviação no seu dia-a-dia, é que ter uma Unidade Aérea dedicada a realizar demonstrações aéreas não é exclusividade do Brasil. Muitos países ao redor do mundo mantém um ou até mais esquadrões militares acrobáticos. Considerados verdadeiros Embaixadores dos Céus, fazer parte de uma destas equipes representa uma aspiração e um sonho para muitos pilotos, porém apenas um punhado deles têm a honra de integrar um destes times de elite. Utilizando-se de aeronaves dos mais variados tipos e formas, desde turboélices a potentes supersônicos ou até mesmo helicópteros, apresentando uma diversidade de cores, manobras e número de aeronaves envolvidas, todas têm em comum, talento de sobra e performances arrojadas, encantando o público por onde passam com suas apresentações técnicas e audaciosas.

Embora a atividade acrobática seja quase tão antiga quanto a própria Aviação Militar, as primeiras equipes de demonstração aérea dedicadas surgiram logo após o término da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Muitas das manobras apresentadas ao público nasceram durante os combates aéreos ou fazem parte do treinamento e do cotidiano dos pilotos militares, envolvendo voos em formatura, curvas de alta performance, cruzamentos e manobras acrobáticas dos mais diversos tipos. Cada Unidade Aérea tem sua identidade e uma sequência própria de manobras, que são exaustivamente treinadas para garantir a segurança e a precisão do espetáculo. Além de demonstrar a qualidade da formação de seus pilotos, muitos desses times também representam suas indústrias aeronáuticas nacionais, utilizando aeronaves fabricadas em seus próprios países. Neste sexto artigo desta série de reportagens especialmente desenvolvidas pelo blog Aviação em Floripa, convidamos você a seguir acompanhando os principais Esquadrões de Demonstração Aérea em atividade. Então, continue acomodado em seu lugar porque o show vai prosseguir com novas equipes adentrando o box de apresentação a partir deste momento. Para quem está chegando agora, clique sobre os banners abaixo para acessar de forma rápida os capítulos já publicados.


Capítulo 1

Capítulo 2

Capítulo 3

Capítulo 4

Capítulo 5




Crédito: https://aerobaltic.pl/

Em 1964, a Força Aérea Polonesa (Siły Powietrzne, no idioma local ou simplesmente Força Aérea), recebeu o primeiro treinador a jato de fabricação nacional PZL TS-11 Iskra (Spark, em inglês, faísca ou fagulha, em português), imediatamente passando a equipar os diversos Regimentos de Escolas Aéreas, cumprindo basicamente as funções de treinamento inicial em aeronaves a jato e de transição para a aviação de combate. Cinco anos após sua entrada em serviço, em 1969, junto ao 60º Regimento de Escola Aérea em Radom, uma equipe acrobática foi formada voando quatro aviões TS-11 Iskra. Chamada de "Rombik" (diminutivo de losango), porque voavam basicamente a formatura diamante, a primeira exibição pública ocorreu em 17 de agosto de 1971 durante as comemorações pelo Dia da Força Aérea Polonesa, em Deblin. Durante seus primeiros anos de atividade a equipe raramente se apresentava e os aviões não tinham nenhum esquema de cores especial. Em 1981, a equipe “Rombik” foi dissolvida e reativada três anos mais tarde. Uma grande mudança ocorreu em 1991, quando o time foi oficialmente designado como Iskry, passando a se apresentar com sete aeronaves TS-11 (seis em formação mais um solo) e também ganhou uma pintura própria, baseada nas cores nacionais, branca e vermelha. Nos anos seguintes, a equipe experimentou diversas formações aéreas diferentes, chegando a voar com nove, oito ou sete aeronaves, incluindo um ou dois solistas. Em junho de 2000, o time mudou-se para a Base Aérea de Deblin, passando a integrar o 1º Centro de Treinamento de Voo e também teve o nome alterado para "Bialo-Czerwone Iskry", algo como "Faíscas Brancas e Vermelhas", contando então com sete aeronaves em voo. Com a aposentadoria do TS-11 Iskra, após mais de 50 anos de atividade na Força Aérea Polonesa, o ano de 2021 também marcou uma breve pausa nas atividades da equipe. A partir de agora, as missões de treinamento avançado serão exercidas pelo italiano Leonardo M-346 Master, batizado localmente de Bielik, avião que futuramente poderá ser utilizado pelo time.

PZL TS-11 Iskra. Crédito: Mariusz Adamski

PZL TS-11 Iskra. Crédito: Martin Sadilek

PZL TS-11 Iskra. Crédito: Piotr Kadlubowski

PZL TS-11 Iskra. Crédito: Anton Balakchiev

Perfis lateral e superior - PZL TS-11 Iskra. Fonte: BSmodelle



Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 1. Crédito: Biało-Czerwone Iskry


Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 2. Crédito: gvlacom






Crédito: Mike Reyno

O ano de 1967 marcou o centésimo aniversário da criação do Canadá como nação. Para comemorar esta ocasião especial, a Força Aérea Real Canadense (RCAF) montou uma equipe de acrobacias, que deveria se apresentar em 100 demonstrações aéreas em todo o país. A equipe ficou conhecida como "Golden Centennaires", composta por uma formação de nove jatos de treinamento Canadair CT-114 Tutor, nas cores dourada e azul. A última demonstração da equipe foi em novembro de 1967 na base da Força Aérea americana Nellis em Nevada, onde eles voaram junto com os "Thunderbirds". Decorridos dois anos da dissolução dos Golden Centennaires, seu ex-líder, o Coronel O. B. Philip, agora Comandante da Base Aérea de Moose Jaw, teve a iniciativa de criar um novo time acrobático com alguns CT-114 remanescentes da equipe anterior. agora pintados em um esquema geral na cor branca. Ele estabeleceu um grupo informal de Instrutores de Voo da 2ª Escola de Treinamento de Voo das Forças Canadenses (2 CFFTS), que treinavam após o turno de trabalho e nos finais de semana. A equipe começou a representar a Escola, mais aviões foram adicionados e a partir de 1970, formações com quatro aeronaves começaram a realizar passagens aéreas em grandes eventos nacionais e shows aéreos pelo Canadá, passando a ser conhecida informalmente como "Tutor Whites". O time cresceu para sete aeronaves e gradualmente ganhou reconhecimento, a ponto de ser realizado um concurso público em 1971 para dar à equipe de demonstração aérea uma denominação formal, resultando na escolha do nome "Snowbirds", com a primeira demonstração usando a nova designação, em 11 de junho do mesmo ano. 

Equipe acrobática "Golden Centennaires", precursora dos Snowbirds. Crédito:RCAF/DND

A equipe original de pilotos dos Snowbirds, ao fundo, o CT-114 Tutor com o primeiro esquema de pintura utilizado. Crédito: RCAF/DND

Em 1974, os "Snowbirds" tornaram-se a equipe acrobática oficial da Força Aérea Canadense e logo começou a selecionar pilotos de outras Unidades da Força Aérea Canadense, uma vez que até aquele momento, seus integrantes eram formados unicamente por Instrutores da Escola de Voo em Moose Jaw. O esquema de cores da aeronave também foi alterado, passando a utilizar as cores branca, vermelha e azul, empregado até os dias atuais. As faixas azuis ao longo da fuselagem são uma homenagem aos "Golden Centennaires". Três anos mais tarde, a equipe tornou-se uma unidade permanente da Força Aérea Canadense e em 1º de abril de 1978 recebeu o status oficial de Esquadrão Nº 431. Novas formações e manobras são adicionadas ao display de exibição a cada temporada e devem ser aprovadas pelas Forças Canadenses, pela Agência de Transporte do país e pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) para garantir que as diretrizes de segurança sejam cumpridas. A aprovação da FAA é necessária, pois a equipe apresenta-se também regularmente nos Estados Unidos. O treinamento ocorre ao longo de vários meses. Uma vez que as manobras são dominadas e a equipe está confortável com a rotina, os Snowbirds são enviados para a Base Aérea de Comox, para treinamento especializado. Depois que as autorizações são obtidas, um "show de aceitação" é realizado em Moose Jaw para permitir que representantes das três agências de aprovação vejam uma apresentação ao vivo. A partir de então começa a temporada de exibições por toda a América do Norte, entre os meses de maio a outubro. O último show é sempre realizado em Moose Jaw, a casa dos Snowbirds. 

Canadair CT-114 Tutor. Crédito: Brian McAndrew

Canadair CT-114 Tutor. Crédito: Stephen J. Thorne

Canadair CT-114 Tutor. Crédito: RCAF/DND

Canadair CT-114 Tutor. Crédito: RCAF/DND

Canadair CT-114 Tutor. Crédito: Mike Reyno

Perfis - Canadair CT-114 Tutor. Fonte: https://www.knightsinfo.ca/



Em 2017, para comemorar os 150 anos da criação do Canadá, um dos CT-114 dos Snowbirds (matrícula 114089), recebeu uma pintura especial relativa à data. Créditos das fotos: Ken Lin/Ron Cembrowski



Em 2021, por ocasião do aniversário de 50 anos dos Snowbirds, as aeronaves receberam uma faixa dourada sobreposta à azul e números da mesma cor, num tributo à equipe precursora Golden Centennaires. Todas as fotos: https://www.facebook.com/CFSnowbirdsFC

Os pilotos normalmente permanecem na equipe por no máximo três anos e um terço da equipe é substituída a cada ano, permitindo que os integrantes mais experientes treinem os novos membros do time. Ao contrário da maioria das principais equipes acrobáticas do mundo que empregam apenas pilotos de caça, os pilotos dos Snowbirds vêm de diversas origens. O denominador comum entre os candidatos em potencial até o final da década de 90 era que todos haviam treinado no CT-114 Tutor para alcançar um lugar no time. No entanto, nos anos que se seguiram à aposentadoria do Tutor como treinador básico de jatos da Força Aérea Canadense em 2000, uma nova abordagem logo seria levada em conta pelo fato de que alguns dos candidatos nunca haviam pilotado o Tutor antes. Independentemente do histórico, todo piloto selecionado para voar na equipe deve possuir excelentes habilidades de voo, que devem demonstrar sob pressão significativa durante o período de treinamento. Com 50 anos de atividades completados em 2021, os planos para o futuro passam pela revitalização e modernização do painel de instrumentos dos dezenove CT-114 Tutor que compõem a dotação do Esquadrão 431, atualmente em fase final de conclusão dos trabalhos, com o objetivo de estender a vida útil das aeronaves até o ano de 2030.

Crédito: RCAF/DND



Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 1. Crédito: Awesome Sauce


Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 2. Crédito: AirshowStuffVideos





Crédito: Tom Wittevrongel

A ideia de criar uma equipe acrobática oficial na Malásia começou em 2009 com o então Ministro da Defesa, YAB Dato' Seri Zahid Hamidi. No ano seguinte, o projeto (denominado de 1Malaysia) ganhou força com a parceria da empresa de serviços de aviação local Aerotree, recebendo o aval do Primeiro-Ministro na época, YAB Datuk Seri Najib Tun Razak. Assim, numa colaboração entre o Ministério da Defesa e a iniciativa privada, apoiado pela Força Aérea Real da Malásia, nasceu em 2011 a Equipe de Exibição Aérea 1Malásia, ganhando em seguida a designação oficial Krisakti (Punhal Mágico), nome de uma tradicional adaga malaia. O time recebeu seu primeiro Extra 300L em junho de 2011, após o qual seis experientes pilotos da Força Aérea Real da Malásia iniciaram sua conversão para o modelo. Em novembro de 2011, esses pilotos foram enviados ao Reino Unido para um intercâmbio com a equipe acrobática civil britânica "The Blades", formada por ex-pilotos dos "Red Arrows" e que voavam o mesmo equipamento. Após retornar à Malásia, o time continuou seu treinamento de forma mais intensa e meticulosa para realizar sua exibição aérea inaugural no show aéreo LIMA 2011, de 6 a 11 de dezembro daquele ano.A equipe apresenta-se com quatro Extra 300L e é formada por pilotos de diferentes grupos étnicos do país como forma de representar a Unidade Nacional.

Extra 300L. Fonte: AirTeamImages

Extra 300L. Crédito: Alvin Phua

Extra 300L. Fonte: https://aerobaticteams.net/

Extra 300L. Crédito: Saichol-Krai-amat

Extra 300L. Crédito: Saichol-Krai-amat



Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo. Crédito: FlyOne404





Crédito: AMI

Desde a década de 30, já existiam pilotos e esquadrilhas acrobáticas dentro da Aeronautica Militare Italiana (AMI), fato que ganhou força no período pós-Segunda Guerra Mundial, sobretudo a partir dos anos 50 com o surgimento de várias equipes de demonstração aérea ligadas aos seus respectivos Esquadrões, entre elas, podemos citar os "Cavallini Rampante" (Cavalinhos Empinados, voando com os caças De Havilland Vampire), "Getti Tonante" (Jatos Trovejantes), "Tigri Bianche" (Tigres Brancos), "Diavoli Rossi" (Diabos Vermelhos), todas equipadas com jatos Republic F-84G Thunderjet, além dos "Lanceri Neri" (Lanceiros Negros, utilizando os North American F-86E Sabre). Com o objetivo de profissionalizar e unificar todas as Esquadrilhas em uma única Unidade Aérea oficial de acrobacia dentro da Força Aérea Italiana, nasceu em março de 1961, a Pattuglia Acrobatica Nazionale (PAN), ou Patrulha Acrobática Nacional, alocada ao 313° Gruppo Addestramento Acrobatico, com sede na Base Aérea de Rivolto e inicialmente equipada com aeronaves North American (Canadair) F-86E Sabre. Devido às listras verde, branca e vermelha presentes ao longo da fuselagem parecendo flechas cruzando o céu, logo o time recebeu o nome de "Frecce Tricolori" (Flechas Tricolores). Em 1964, a equipe fez a transição para os caça-bombardeiros Fiat G-91 fabricados na Itália e continuou a voar com eles até 1981, quando receberam os novos treinadores italianos Aermacchi MB-339A.

Canadair F-86E Sabre. Crédito: AMI

Canadair F-86E Sabre. Crédito: Marco Sommacal

Perfil lateral - Canadair F-86E Sabre (1961-1963). Fonte: http://web.tiscali.it/

Perfis - Canadair F-86E Sabre (1961-1963). Fonte: https://freccetricolori.jimdofree.com/

FIAT G-91PAN (1964-1981). Crédito: fsll2

FIAT G-91PAN. Fonte: https://www.rcuniverse.com/

FIAT G-91PAN. Crédito: Claudio Caridi

FIAT G-91PAN. Crédito: Alberto Storti

Perfil lateral - FIAT G-91PAN. Fonte: http://wp.scn.ru/

Perfis - FIAT G-91PAN. Fonte: http://wp.scn.ru/

O pior acidente da história dos Frecce Tricolori e um dois maiores ocorridos em shows aéreos aconteceu em 28 de agosto de 1988 na Base Aérea de Ramstein, na Alemanha Ocidental. Durante uma manobra "em forma de coração", no topo de um loop, a formação de dez aviões se separou em três grupos menores: um com cinco aviões, outro com quatro aviões e o piloto solo. As duas primeiras formações se separaram em direções opostas, enquanto o piloto solo se posicionou perpendicularmente entre elas. Cada um deles continuou essa manobra até cruzar a parte inferior do loop. A execução imprecisa desta manobra pelo piloto solo, tenente-coronel Ivo Nutarelli, causou então uma colisão com a primeira formação. O avião nº 10 do piloto solo colidiu primeiro com a superfície superior da fuselagem do nº 2 e depois colidiu com a seção traseira da fuselagem da aeronave nº 1. A aeronave nº 1 girou e colidiu com a nº 2. Em seguida, as aeronaves nº 1 e nº 2 caíram na pista de táxi. Uma dessas aeronaves atingiu um helicóptero UH-60 Black Hawk no solo matando seu piloto que estava na cabine. A aeronave solo chocou-se contra o solo na frente dos espectadores, matando imediatamente 31 pessoas. Nos dias seguintes, mais 44 pessoas morreriam em virtude dos ferimentos. Aproximadamente outros 500 espectadores ficaram feridos e todos os três pilotos diretamente envolvidos no acidente morreram. As outras sete aeronaves da equipe desviaram para o aeródromo alternativo mais próximo e pousaram em segurança.

ATENÇÃO! O vídeo a seguir contém cenas fortes e NÃO É RECOMENDADO para pessoas sensíveis.

Crédito: Aviation Club

A equipe é composta por treze jatos de treinamento de fabricação italiana Aermacchi MB-339PAN (uma versão especialmente desenvolvida para o time a partir do modelo MB-339A), dos quais dez participam das demonstrações. Os três restantes são aeronaves sobressalentes. Todos os membros da equipe carregam o indicativo “Pony” (Pônei), nome criado pelo então Capitão Zeno Tascio para homenagear o aviador Francesco Baracca, Ás da aviação italiana durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), que tinha pintado em seu avião, a figura de um cavalo preto empinado. Cada piloto recebe o código Pony seguido do número que indica sua posição na equipe. Assim, “Pony 0” é o Comandante do Esquadrão, que deve ser um ex-membro da equipe, mas ele não voa nas demonstrações aéreas. O Líder da equipe recebe o código "Pony 1" e também deve ter voado com a equipe anteriormente. O piloto solo da equipe voa na posição #10. Todos os candidatos ao Frecce Tricolori devem ter acumulado um mínimo de 750 horas de voo em aeronaves a jato. Apenas os melhores pilotos têm acesso ao time, a cada ano um ou dois deles ingressam na equipe, escolhidos por aqueles que têm mais de 1.000 horas de voo e uma vez aceitos, devem seguir um rigoroso programa de treinamento até estarem aptos a apresentar-se na formação. A equipe de apoio é composta por aproximadamente 60 membros, que carregam a responsabilidade pelo suporte contínuo das aeronaves, parte administrativa e outras funções. Cada temporada de shows dos Frecce Tricolori começa em 1º de maio e inclui aproximadamente 35 demonstrações aéreas por ano. As aeronaves estão equipadas com um sistema de geração de fumaça junto ao bocal de saída do motor, capaz de emitir fumaça nas cores verde, branca e vermelha. Umas das mais bonitas e conhecidas manobras da equipe é justamente a última, com as dez aeronaves lado a lado, desenhando a bandeira italiana no céu ao som da parte final da música Nessun Dorma, de Luciano Pavarotti.



Aermacchi MB-339PAN. Todas as fotos: AMI

Aermacchi MB-339PAN. Fonte: https://wallhere.com/

Perfis - Aermacchi MB-339PAN. Fonte: https://www.scalehobbyist.com/

Em 2021, durante as comemorações pelos 60 anos de criação dos Frecce Tricolori, as aeronaves receberam esquemas especiais de pintura homenageando as equipes precursoras. Fonte: https://militaryaiworks.com/

Pony 0 - Base Aérea de Rivolto


Pony 1 - Cavallino Rampante


Pony 2 - Getti Tonante


Pony 3 - Tigri Bianche


Pony 4 - Diavoli Rossi


Pony 5 - Lanceri Neri. Todos os perfis: https://www.facebook.com/indiafoxmodels/

Crédito: AMI

A partir de 2024, a equipe deverá ganhar novas asas, com a substituição do Aermacchi MB-339PAN pelo M-345, jato de treinamento fabricado pela italiana Leonardo, que voou pela primeira vez em dezembro de 2016. O novo treinador de pilotos militares foi projetado para fornecer todo o programa de treinamento, incluindo desde o voo básico até missões avançadas. O programa foi lançado oficialmente em junho de 2013 destinado a substituir a atual frota de treinadores MB-339A da Força Aérea Italiana e dos “Frecce Tricolori”.

Leonardo M-345 HET nas cores da equipe. Crédito: Spencer Wilmot

Perfis - Leonardo M-345 HET. Crédito: Giuseppe De Chiara



Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 1. Crédito: DeA Planeta Libri


Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 2. Crédito: Tonkatsu298


Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 3. Crédito: Azzurro Tricolore





Crédito: AP

Sarang é a equipe de exibição de helicópteros da Força Aérea Indiana que apresenta-se com quatro helicópteros de fabricação local HAL Dhruv, também conhecidos como Advanced Light Helicopter (ALH). A equipe foi formada em outubro de 2003 e sua primeira apresentação foi no show Asian Aerospace 2004 em Cingapura  O nome Sarang vem do sânscrito e significa pavão, uma homenagem à ave nacional da Índia. Considerados como “Embaixadores da Força Aérea Indiana”, a equipe tem a função de mostrar em voo a qualidade do treinamento dos pilotos e as capacidades do aparelho que opera. Embora seja natural esperar manobras ousadas e formações precisas em aeronaves de asa fixa, é notavelmente difícil fazer o mesmo em helicópteros devido à natureza instável do voo em asas rotativas. Ao manobrar próximo a três outros discos do rotor a uma distância de dez metros, não há margem para erros. Além disso, para exigir o melhor da máquina, o time precisa dos melhores pilotos, escolhidos a dedo após um rigoroso processo de seleção. A equipe se apresenta regularmente no Aero India, um show aéreo bienal realizado na Base da Força Aérea de Yelahanka, perto de Bangalore e no Dia da Força Aérea, na Base Aérea de Hindon. A unidade também se apresentou no show aéreo de Farnborough em 2008, no Reino Unido e em 2021 no Dubai Airshow. Os helicópteros são pintados em vermelho e branco e apresentam a figura de um pavão em cada lado da fuselagem. Também são equipados com geradores de fumaça branca instalados junto aos esquis.Sua atual sede é a Base Aérea de Sulur.

HAL Dhruv. Crédito: IAF

HAL Dhruv. Fonte: https://www.glasamerike.net/

HAL Dhruv. Crédito: IAF

HAL Dhruv. Fonte: https://www.facebook.com/SarangIndianAirForce/

HAL Dhruv. Fonte: https://www.militaryimages.net/



Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo. Crédito: Spunky Warriors





Crédito: TuAF

A equipe de exibição acrobática oficial da Força Aérea da Turquia (Türk Hava Kuvvetleri, no idioma local), é relativamente nova, sendo estabelecida em 7 de novembro de 1992 a partir do 132º esquadrão do 3º Comando na Base Aérea de Konya. Em 11 de janeiro de 1993, o time recebeu seu nome atual "Turkish Stars", começando com uma formação de quatro caças Northrop NF-5A Freedom Fighter. Gradualmente mais aviões foram sendo incorporados nas demonstrações, chegando em 2004 ao número de oito NF-5A/B, tornando-se a única equipe de demonstração a voar com oito jatos supersônicos. Outro recorde atribuído ao time é o de maior número de espectadores em um único evento, fato ocorrido durante uma exibição realizada em Baku, Azerbaijão, em 24 de agosto de 2001, apresentando sua rotina para um público estimado em 1 milhão de pessoas. Os aviões da equipe são pintados nas cores nacionais branca e vermelha e também utilizam geradores produzindo fumaça nas mesmas cores. Em 2012, o esquema de pintura original foi reformulado, alterando todo o leiaute gráfico da aeronave e acrescentando na parte inferior um Crescente estilizado e uma Estrela, elementos presentes na bandeira turca. Até 2008, o time utilizava em seus deslocamentos uma aeronave de apoio Lockheed C-130 Hercules, pintado nas cores da equipe, substituído depois por um C-160 Transall. Como parte do programa de modernização da Força Aérea da Turquia, as aeronaves NF-5 operadas pela equipe estão planejadas para serem substituídas pelo treinador avançado supersônico TAI Hürjet, de fabricação nacional, a partir de meados desta década.

Lockheed C-130 Hercules. Fonte: https://aerobaticteams.net/

C-160D Transall. Crédito: Adrian Pingstone

Northrop NF-5A Freedom Fighter. Fonte: https://archiv.natodays.cz/

Northrop NF-5A Freedom Fighter. Crédito: TuAF




Northrop NF-5A/B Freedom Fighter. Todas as fotos: Ulrich Grueschow

Northrop NF-5A Freedom Fighter. Fonte: https://best-wallpaper.net/

Perfil lateral - Northrop NF-5A Freedom Fighter, primeiro esquema de pintura (1992-2012). Fonte: https://www.airfighters.com/

Northrop NF-5A/B Freedom Fighter. Fonte: https://www.teahub.io/

Northrop NF-5A/B Freedom Fighter. Fonte: https://www.blogbeforeflight.net/


Northrop NF-5A/B Freedom Fighter. Fotos: https://aerobaticteams.net/

Northrop NF-5A/B Freedom Fighter. Crédito: Paolo Rollino

Northrop NF-5A Freedom Fighter. Crédito: Erik Frikke

Perfil lateral - Northrop NF-5B Freedom Fighter, atual esquema de pintura (a partir de 2012).
 Fonte: https://www.airfighters.com/



Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 1. Crédito: TR ANADOLUKARTALI


Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 2. Crédito: Jackal_21



Continua....


Por onde voamos nesta matéria.


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