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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Espetáculo no Ar: Um show de cores e audácia pelos céus do mundo - Parte 3

 


Quem nunca viu uma apresentação ou pelo menos ouviu falar da Esquadrilha da Fumaça da Força Aérea Brasileira? Difícil, não é mesmo? Entretanto, o que talvez muitas pessoas não saibam, principalmente aquelas que não vivenciam a Aviação no seu dia-a-dia, é que ter uma Unidade Aérea dedicada a realizar demonstrações aéreas não é exclusividade do Brasil. Muitos países ao redor do mundo mantém um ou até mais esquadrões militares acrobáticos. Considerados verdadeiros Embaixadores dos Céus, fazer parte de uma destas equipes representa uma aspiração e um sonho para muitos pilotos, porém apenas um punhado deles têm a honra de integrar um destes times de elite. Utilizando-se de aeronaves dos mais variados tipos e formas, desde turboélices a potentes supersônicos ou até mesmo helicópteros, apresentando uma diversidade de cores, manobras e número de aeronaves envolvidas, todas têm em comum, talento de sobra e performances arrojadas, encantando o público por onde passam com suas apresentações técnicas e audaciosas.

Embora a atividade acrobática seja quase tão antiga quanto a própria Aviação Militar, as primeiras equipes de demonstração aérea dedicadas surgiram logo após o término da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Muitas das manobras apresentadas ao público nasceram durante os combates aéreos ou fazem parte do treinamento e do cotidiano dos pilotos militares, envolvendo voos em formatura, curvas de alta performance, cruzamentos e manobras acrobáticas dos mais diversos tipos. Cada Unidade Aérea tem sua identidade e uma sequência própria de manobras, que são exaustivamente treinadas para garantir a segurança e a precisão do espetáculo. Além de demonstrar a qualidade da formação de seus pilotos, muitos desses times também representam suas indústrias aeronáuticas nacionais, utilizando aeronaves fabricadas em seus próprios países. Neste terceiro artigo desta série de reportagens especialmente desenvolvidas pelo blog Aviação em Floripa, convidamos você a seguir acompanhando os principais Esquadrões de Demonstração Aérea em atividade atualmente. Então, continue acomodado em seu lugar porque o show vai prosseguir com novas equipes adentrando o box de apresentação a partir deste momento. Para quem está chegando agora, clique sobre os banners abaixo para acessar de forma rápida os capítulos já publicados.


Capítulo 1

Capítulo 2



Crédito: Mark Wagner

O Esquadrão 17 da Força Aérea Real da Malásia (RMAF), então equipado com caças de fabricação russa MiG-29N Fulcrum, criou em 1997 dentro da Unidade Aérea, uma equipe de demonstração chamada de "Smokey Bandits" numa referência às trilhas de fumaça produzidas pelos seus dois motores Klimov RD-33, quando em plena potência. Ao contrário da equipe acrobática nacional da Malásia, os Smokey Bandits não são um time de exibição permanente e só aparecem em grandes eventos voando normalmente com cinco MiG-29 regulares e operacionais (mais um reserva), ostentando sua camuflagem padrão. São poucas exibições públicas por ano, entre elas, o tradicional show aéreo bianual LIMA ou no Grande Prêmio de Fórmula 1 da Malásia. Também se apresentaram no BRIDEX 2010 em Brunei e no Singapore Airshow 2012. Todos os integrantes da equipe são pilotos de caça operacionais, utilizando indicativos de chamada de Smokey 1 a 6 e servindo junto ao Esquadrão de Caça 17, conhecidos como "Taufan Ganas", incluindo uma piloto feminina, a Major Patricia Yap Syau Yin, primeira aviadora qualificada a pilotar um caça deste modelo na Malásia. Os pilotos são apoiados por outros seis oficiais e uma equipe técnica de 31 pessoas. Com a retirada do serviço ativo dos MiG-29 malaios em 2017, a atual situação da equipe é desconhecida, pois os dois esquadrões que o operavam foram colocados em reserva, enquanto aguardam a chegada de uma nova aeronave.

Major Patricia Yapp Syau Yin. Fonte: Facebook/fempilots

Major Patricia Yapp Syau Yin. Fonte: https://himpunanceritalawak.com/

Vistas com a padrão de pintura padrão dos Mig-29N Fulcrum da Real Força Aérea da Malásia e marcações do Esquadrão de Caça 17. Fonte: http://www.mig.mariwoj.pl/mig-29-my.htm

Perfil lateral - MiG-29N, matrícula M43-03, com esquema especial de pintura relativa aos 53 anos do Esquadrão 17. Fonte: http://www.mig.mariwoj.pl/mig-29-my.htm

Detalhe da cauda do M43-03. Crédito: Mir Zafriz

MiG-29N Fulcrum. Fonte: Flickr/MIR Aviation Photography

MiG-29N Fulcrum. Crédito: Adam Marx

* Status atual do Esquadrão desconhecido com a retirada dos MiG-29 do serviço ativo no final de 2017.


Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo. Crédito: Tonkatsu298





Crédito: Swiss Air Force

Formada em 22 de agosto de 1964, a Patrouille Suisse é a principal equipe de demonstração da Força Aérea Suíça e tem sua sede na Base Aérea de Emmen. Durante trinta anos operou com jatos Hawker Hunter Mk.58 (inicialmente com quatro e depois mais dois foram adicionados), até serem substituídos em 1994 pelos Northrop F-5E Tiger II, mais rápidos e manobráveis, com os quais voam até hoje. Os aviões são pintados nas cores vermelha e branca, as cores nacionais da Suíça e trazem na parte de baixa uma grande cruz branca estilizada, numa clara referência à bandeira do país. A Patrouille Suisse normalmente se apresenta com seis aeronaves F-5E Tiger II de um total de doze aviões que são mantidos nas cores da equipe. Desde 1996 dez aeronaves estão aptas a aceitar um dos oito geradores de fumaça na cor branca que foram fabricados pela RUAG (empresa suíça especializada em engenharia aeroespacial e em produtos de defesa). Os aviões da equipe também são usados ​​para outros fins, como treinamento e rebocadores de alvos aéreos em colaboração com o Esquadrão de Alvos Aéreos nº 12 (Zielflugstaffel 12), facilitados por sua coloração de alta visibilidade. 


Hawker Hunter Mk.58 (primeiro padrão de pintura, 1964-1991). Fotos: https://aerobaticteams.net/

Perfil lateral - Hawker Hunter Mk.58 (primeiro padrão de pintura). Fonte: http://wp.scn.ru/


Hawker Hunter Mk.58 (segundo padrão de pintura, 1991-1994). Fotos: https://aerobaticteams.net/

Perfil lateral - Hawker Hunter Mk.58 (segundo padrão de pintura). Fonte: http://wp.scn.ru/

A equipe é composta basicamente por seis pilotos de demonstração, um piloto reserva, dois narradores e cerca de 35 técnicos. Todo candidato a piloto de demonstração deve ter um histórico impecável de voo e, uma vez selecionado, começa a treinar em pares antes de se formar em acrobacias de formação completa. Após mais de 30 horas de treino de voo em formação, um piloto novato está pronto para as performances da equipe. Além de eventos dentro do país, a Patrouille Suisse costuma se apresentar em diversos shows aéreos pela Europa durante o ano, em especial, uma das belas exibições ocorre todos os anos nos Alpes suícos, encerrando o exercício de tiro aéreo da Força Aérea Suíça, oficialmente chamado de "Fliegerschiessen" (Tiro Aéreo, em português), mas conhecido pelos fãs de Aviação Militar em todo o mundo simplesmente por Axalp, região dos Alpes aonde o treinamento acontece.

Patrouille Suisse - Axalp. Fonte: https://www.vtg.admin.ch/

Northrop F-5E Tiger II. Crédito: Swiss Air Force

Northrop F-5E Tiger II. Crédito: Katsuhiko Tokunaga

Northrop F-5E Tiger II. Crédito: Paul Johnson

Esquema de pintura utilizado nos Northrop F-5E Tiger II. Fonte: https://www.italeri.com/




Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 1. Crédito: SAF Patrouille Suisse


Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 2. Crédito: TheChangeInTime





Crédito: Amit Agronov

No final da década de 50  existiam diversas esquadrilhas de exibição dentro da Força Aérea de Israel (IAF), porém, o número crescente de acidentes (alguns deles fatais), motivou a criação de uma Unidade Aérea acrobática oficial voando sobre regras rígidas e definidas de treinamento e de apresentação, sendo alocada junto à Academia de Voo da IAF, na Base Aérea de Hatzerim. Voando inicialmente com o North American T-6 Harvard, no início da década de 60 o time foi reequipado com o recém-entregue treinador a jato Fouga CM-170 Magister (chamado localmente de Tzukit), fabricado sob licença da França pela Israel Aircraft Industries. Todas as aeronaves da equipe foram inicialmente pintadas nas cores azul e branco. Mais tarde, os aviões receberam um novo esquema de pintura em branco e vermelho. Os Magister permaneceram com a equipe por cinco décadas, até que em junho de 2010 foram substituídos pelo treinador turboélice Beechcraft T-6A Texan II, batizado de Efroni em Israel. São utilizados nas demonstrações quatro aviões pintados de vermelho e branco e todos estão equipados com geradores de fumaça na cor branca. A equipe é composta por quatro pilotos de demonstração mais um navegador, que voa no banco de trás da aeronave do Líder. Todos os pilotos são Instrutores na Academia de Voo e devem completar um mínimo de 50 horas de voo nas várias formações acrobáticas. A equipe não tem estatuto permanente ou nome oficial e se apresenta apenas algumas vezes por ano, principalmente nas cerimônias de formatura da Academia de Voo da IAF, marcando o fim de cada curso de voo, no Dia da Independência do país e nos shows aéreos do dia da Força Aérea de Israel.

Fouga CM-170 Magister/IAI Tzukit, primeiro esquema de pintura (início da década de 60 até 1975). Fonte: https://aerobaticteams.net/

Perfil lateral - Fouga CM-170 Magister/IAI Tzukit, primeiro esquema de pintura. Fonte: https://fineartamerica.com/

Fouga CM-170 Magister/IAI Tzukit, segundo esquema de pintura (1975-2010). Fonte: https://aerobaticteams.net/

Fouga CM-170 Magister/IAI Tzukit, segundo esquema de pintura (1975-2010). Fonte: https://aerobaticteams.net/


Beechcraft T-6 Texan II/Efroni. Crédito: Hezi Shmueli

Beechcraft T-6 Texan II/Efroni. Crédito: Amit Agronov

Beechcraft T-6 Texan II/Efroni. Crédito: Amit Agronov


Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo. Crédito: ZiVSO






Crédito: lihutao/planespotters.net

A Sky Wing Air Demonstration Team é uma das três equipes oficiais de demonstração acrobática da Força Aérea do Exército de Libertação Popular (PLAAF) e uma das mais recentes. Foi formada em 2011 usando o treinador com motor a pistão Nanchang CJ-6. A Sky Wing (Tianzhiyi, em chinês) é composta por nove aeronaves e 18 pilotos instrutores da Universidade da Força Aérea em Changchun-Dafangshen na província de Jilin. A aeronave é pintada em um esquema geral de cores azul com detalhes em vermelho e branco. Os aviões também são equipados com geradores para produzir fumaça nas cores vermelha, laranja, branca e violeta. A primeira demonstração pública da equipe foi em 1º de setembro de 2011 no Aviation Open Day realizado na cidade de Changchun, na província de Jilin.

Nanchang CJ-6. Fonte: https://www.sohu.com/

Nanchang CJ-6. Fonte: https://aerobaticteams.net/




Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo. Crédito: Zheng Alex





Crédito: US Navy

Time oficial de demonstração aérea da Marinha dos Estados Unidos (U.S. Navy), os Blue Angels são uma das mais longevas e populares equipes de exibição do mundo. Sua história tem início em 1946, quando o então Chefe de Operações Navais, Almirante Chester Nimitz, teve a visão de criar uma Unidade Aérea de exibição de voo para aumentar o interesse do público pela aviação naval e elevar o moral da Marinha. Nascida sem um nome definido, a designação surgiu de forma curiosa ainda em 1946, sendo uma referência a um clube de Nova Iorque chamado "The Blue Angel" ou "Blue Angel Supper Club". No início a equipe usava as cores azul marinho (quase preto) com letras douradas em seus aviões, mas os tradicionais tons de azul e amarelo que conhecemos hoje em dia foram adotados quando a primeira aeronave de demonstração foi transferida do Grumman F6F-5 Hellcat (que fez apenas dez demonstrações) para o Grumman F8F-1 Bearcat em agosto de 1946. A transição para as aeronaves a jato ocorreu em agosto de 1949 com a chegada dos Grumman F9F-2 (1949-1951) e F9F-5 Panther permanecendo com a equipe por quatro anos até ser substituída pelos Grumman F9F-6 Cougar. É nesta época também que os Blue Angels se mudam para sua atual sede, a Estação Aérea Naval (NAS) Pensacola, localizada no Estado da Flórida. Mais dois anos se passaram e em 1957 chega o Grumman F-11F Tiger, o primeiro jato supersônico dos Blue Angels, que só viriam a trocar de aeronave em 1969 com a introdução do McDonnell Douglas F-4J Pantom II, encerrando a dinastia das aeronaves fabricadas pela Grumman. Em 1974 é a vez do Douglas A-4F Skyhawk assumir o posto por um período de doze anos à frente do Esquadrão, quando em 1986 chega o McDonnell Douglas F/A-18 Hornet, muito mais potente que seu antecessor, permitindo a adição de novas manobras ao display de apresentação. Finalmente, em 2020, entram em cena os Boeing F/A-18E/F Super Hornet, uma evolução do Hornet e com eles, a responsabilidade de manter a tradição e conduzir a equipe pelos próximos anos.

Aeronaves utilizadas pelos Blue Angels em sua história. Fonte: https://www.fighterpilotpodcast.com/

Grumman F6F Hellcat. Fonte: https://www.gannett-cdn.com/

Perfil lateral - Grumman F6F Hellcat (1946). Fonte: https://www.ebay.com/

Grumman F8F-1 Bearcat. Fonte: https://aerobaticteams.net/

Perfil lateral - Grumman F8F-1 Bearcat (1946-1949). Fonte: https://fineartamerica.com/

Grumman F9F-5 Panther. Crédito: U.S. Navy

Perfil lateral - Grumman F9F-2/F9F-5 Panther (1949-1955). Fonte: http://wp.scn.ru/

Grumman F9F-8 Cougar. Crédito: U.S. Navy

Grumman F9F-8 Cougar (1955-1957). Fonte: http://wp.scn.ru/

Grumman F-11F Tiger. Crédito: U.S. Navy

Perfis - Grumman F-11F Tiger (1957-1969). Fonte: https://www.deviantart.com/bagera3005/

McDonnell Douglas F-4J Phantom II. Fonte: https://theaviationgeekclub.com/

Perfil lateral - McDonnell Douglas F-4J Phantom II (1969-1974). Fonte: https://camdecals.com/

Douglas A-4F Skyhawk. Fonte: https://theaviationgeekclub.com/

Perfis - Douglas A-4F Skyhawk (1974-1986). Fonte: https://www.deviantart.com/bagera3005/

McDonnell Douglas F/A-18 Hornet. Fonte: https://wallpaperflare.com/

Perfis - McDonnell Douglas F/A-18 Hornet (1986-2020). Fonte: https://www.deviantart.com/bagera3005/

Devido às dimensões continentais dos Estados Unidos, os deslocamentos pelo país exigiam uma aeronave de apoio dedicada para os Blue Angels com a finalidade de transportar suprimentos, peças sobressalentes e a equipe técnica. Ao longo da história vários aviões se revezaram nesta função, iniciando com o Beech JRB Expeditor (1949) e na sequência, Douglas R4D-6 (1949-1955), Curtiss R5C Commando (1953), Douglas R5D Skymaster (1956-1968), Lockheed C-121 Super Constellation (1969-1973), Lockheed C-130F/T Hércules (1970-2019) e Lockheed Martin C-130J Super Hércules (2020 em diante). Com a chegada do C-130, chamado de "Fat Albert", as aeronaves de apoio passaram a também fazer parte do show, apresentando-se antes da equipe principal em curtas demonstrações.

Lockheed C-130T Hércules decolando com foguetes auxiliares durante exibição. Fonte: https://usmilitaryupdate.com/

Psssagem baixa. https://www.blogbeforeflight.net/

Perfis - Lockheed C-130T Hércules. Fonte: https://www.deviantart.com/bagera3005/

Lockheed Martin C-130J Super Hércules (ex-Royal Air Force), o novo "Fat Albert", incorporado aos Blue Angels em 2020. Fonte: https://www.cavok.com.br/imagem-pilotos-da-equipe-blue-angels-conhecem-seu-novo-c-130j-fat-albert


Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 1. Crédito: sleepingdogtv

Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 2. Crédito: AirshowStuffVideos

Os Blue Angels atualmente voam um total de nove jatos F/A-18E Super Hornet de assento único, mais dois F/A-18F de dois assentos. Desse montante, seis são usados ​​durante os voos de demonstração (normalmente versões de assento único) e o restante é usado como reserva, caso uma das aeronaves principais esteja inoperante e não possa ser reparada antes do início do show. Um total de 17 pilotos servem com os Blue Angels. A cada ano, a equipe normalmente seleciona três novos integrantes, além de dois Oficiais de apoio e um piloto do Corpo de Fuzileiros Navais de C-130 para substituírem os membros que deixam o time. Os candidatos devem ter um histórico perfeito e excelentes recomendações do Comandante de sua antiga Unidade e todos devem ser voluntários. O Chefe do Treinamento Aéreo Naval seleciona o Comandante (#1, chamado de "Boss", ou Chefe) e o Oficial Executivo dos Blue Angels. O Líder deve ter pelo menos 3.000 horas de voo em jatos e ter comandado um Esquadrão de Caça. Por sua vez, o Diretor Executivo é um Oficial de Voo Naval (NFO) com pelo menos 1.250 horas de voo em jatos. Pilotos de jato da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais, com qualificação de Porta-Aviões e um mínimo de 1.250 horas de voo são elegíveis para posições voando os aviões de número 2 a 7. O Coordenador de Eventos, Número 8, é um Oficial de Voo Naval (NFO) ou um Oficial de Sistemas de Armas (WSO) que atenda aos mesmos critérios dos números 2 a 7. Os pilotos do Corpo de Fuzileiros Navais que pilotam a aeronave C-130J Super Hércules, carinhosamente conhecida como "Fat Albert", devem ser comandantes da aeronave e qualificados com pelo menos 1.200 horas de voo. Oficiais especializados em Manutenção, Administração, Medicina Aeronáutica, Relações Públicas e Suprimentos preenchem os cargos de apoio. Cada novo integrante da equipe é selecionado individualmente após uma entrevista com os atuais membros do Esquadrão de sua especialidade. A seleção é feita com base nas qualidades profissionais, comportamento militar e capacidade de trabalhar em equipe. Os novos pilotos começam a treinar em formação voando com a equipe de novembro a março na Base Aérea de El Centro, na Califórnia (casa de inverno dos Blue Angels). No início de março, eles estão prontos para iniciar a extensa temporada de exibições aéreas pelos Estados Unidos. Os oficiais geralmente servem dois anos com a equipe, após este período retornam para Unidades da Marinha e do Corpo de Fuzileitos Navais.

Boeing F/A-18 Super Hornet. Fonte: https://aerobaticteams.net/

Boeing F/A-18 Super Hornet. Crédito: Tyler Rogway

Boeing F/A-18 Super Hornet. Fonte: https://avgeekery.com/

Perfis - Boeing F/A-18 Super Hornet. Fonte: https://www.deviantart.com/bagera3005/

Algumas peculiaridades diferenciam os Blue Angels de seus pares ao redor do mundo, pois não utilizam no traje de voo durante as exibições, máscaras acopladas ao capacete (que dão suporte de oxigênio em caso de despressurização ou de manobras mais bruscas) nem trajes anti-G (equipamento utilizado em manobras com elevada carga de gravidade, impedindo ou atenuando a diminuição da quantidade de sangue na cabeça, evitando assim um desmaio durante o voo). A ausência destes itens exige dos pilotos um treinamento físico e mental apurado para suportar as grandes acelerações e mudanças bruscas de direção. Outro diferencial da equipe é a grande proximidade entre os aviões nos voos de formatura, chegando a uma distância inferior a 1 metro, demandando, muito treinamento, concentração e precisão no comando das aeronaves.




Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 3. Crédito: Michael Hughins


Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 4. Crédito: Military Archive


Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 5. Crédito: spencerhugges2225





Crédito: Katsuhiko Tokunaga

A história dos Black Knights se confunde com a da própria Real Força Aérea de Cingapura (RSAF), fundada em 1 de setembro de 1968, três anos após a independência da jovem nação asiática. Logo após, em 1973, decidiu-se pela criação de uma equipe de exibição aérea, chamada inicialmente de Osprey Red e pouco tempo depois alterado para Black Knights. O significado do nome tem origem no jogo de xadrez onde o Cavalo é considerado como a mais agressiva de todas as peças, possuindo tanto a capacidade de romper barreiras quanto se mover em direções ágeis e estrategicamente importantes, exemplificando flexibilidade e manobrabilidade, personificada na condução da aeronave pelos pilotos da equipe durante suas manobras aéreas. Acompanhando o material aeronáutico à disposição da RSAF, o time começou voando de forma esporádica com quatro jatos Hawker Hunter Mk.74, substituídos no ano de 1981 por cinco caças Northrop F-5E Tiger II, anteriormente utilizados por outra equipe de demonstração chamada "Flying Tigers". Com a saída definitiva dos Hunters em 1983, a equipe ficou sem aeronaves até o início da próxima década. Cabe ressaltar que os dois aviões não empregavam um esquema próprio de pintura e apresentavam-se com suas camuflagens padrões, diferenciando-se dos exemplares operacionais apenas pela geração de fumaça durante as manobras.

Hawker Hunter Mk.74. Crédito: Gary Ng

Perfil lateral - Hawker Hunter Mk.74 (1973-1983). Fonte: https://i.pinimg.com/

Northrop F-5E Tiger II. Fonte: https://www.the-northrop-f-5-enthusiast-page.info/

Perfil lateral - Northrop F-5E Tiger II (1981). Fonte: https://heroesmodels.it/

Somente em 1990 com a chegada do A-4SU Super Skyhawk (versão do jato atualizada em Cingapura, com motor mais potente) é que a equipe passou a contar com uma pintura exclusiva para suas aeronaves, nas cores nacionais, branca e vermelha. Em 1999 surgiu a ideia de substituir os Skyhawk por seis jatos F-16A Fighting Falcon, mas o Estado-Maior concedeu apenas dois. Assim, os Black Knights passaram a exibir-se com uma formação mista, composta por quatro A-4SU e dois F-16A. O primeiro show aéreo público com esse leiaute foi no Asian Aerospace Exhibition na base aérea de Changi, em Cingapura, em fevereiro de 2000. Os aviões A-4SU foram equipados com geradores de fumaça branca, enquanto os F-16A receberam sistemas de fumaça na cor vermelha. Somente em 2007 o sonho da equipe em voar com seis F-16 se tornou realidade. Os Black Knights receberam outros quatro F-16A e imediatamente começaram o treinamento com esta nova formação para a próxima Asian Aeroespace Exhibition, no início de 2008. Todos os seis caças F-16 foram equipados com geradores de fumaça branca. A estreia em eventos internacionais aconteceu no mesmo ano, durante um show aéreo em Bangkok, Tailândia. No ano seguinte a equipe foi temporariamente dissolvida, retornando em 2013, agora voando com seis F-16C, mais modernos e também ganharam um novo esquema visual, sendo adicionadas às tradicionais cores vermelha e branca, uma lua crescente e cinco estrelas, elementos presentes na Bandeira de Cingapura, na parte superior dos aviões. Embora a equipe apresente aeronaves exclusivas, seus pilotos não são permanentes e pertencem aos Esquadrões operacionais de F-16 da Real Força Aérea de Cingapura. Também não existe um calendário permanente de exibições, que ocorrem apenas em eventos pontuais, permanecendo sem se apresentarem regularmente por longos períodos. Esse modus operandi está presente na equipe desde o seu início (vide quadro mais abaixo, com os anos de atividade).

RSAF Black Knights (6x A-4SU Super Skyhawk - 1990/2000). Fonte: https://www.modelflying.co.uk/

RSAF Black Knights (4x A-4SU Super Skyhawk, 2x F-16A Fighting Falcon - 2000). Fonte: https://aerobaticteams.net/

RSAF Black Knights (6x F-16A Fighting Falcon - 2008). Crédito: EJ van Koningsveld

Perfil Lateral - Douglas A-4SU Super Skyhawk. Fonte: https://www.diecastairplane.com/

Perfil lateral -F-16A Fighting Falcon. Fonte: http://wp.scn.ru/






RSAF Black Knights (6x F-16C Fighting Falcon - 2013 em diante). Todas as fotos: Katsuhiko Tokunaga

Perfis - F-16C Fighting Falcon (atual esquema de pintura). Fonte: https://free3d.com/




Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo. Crédito: Tonkatsu298


Continua....


Por onde voamos nesta matéria.




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