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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Espetáculo no Ar: Um show de cores e audácia pelos céus do mundo - Parte 5

Quem nunca viu uma apresentação ou pelo menos ouviu falar da Esquadrilha da Fumaça da Força Aérea Brasileira? Difícil, não é mesmo? Entretanto, o que talvez muitas pessoas não saibam, principalmente aquelas que não vivenciam a Aviação no seu dia-a-dia, é que ter uma Unidade Aérea dedicada a realizar demonstrações aéreas não é exclusividade do Brasil. Muitos países ao redor do mundo mantém um ou até mais esquadrões militares acrobáticos. Considerados verdadeiros Embaixadores dos Céus, fazer parte de uma destas equipes representa uma aspiração e um sonho para muitos pilotos, porém apenas um punhado deles têm a honra de integrar um destes times de elite. Utilizando-se de aeronaves dos mais variados tipos e formas, desde turboélices a potentes supersônicos ou até mesmo helicópteros, apresentando uma diversidade de cores, manobras e número de aeronaves envolvidas, todas têm em comum, talento de sobra e performances arrojadas, encantando o público por onde passam com suas apresentações técnicas e audaciosas.

Embora a atividade acrobática seja quase tão antiga quanto a própria Aviação Militar, as primeiras equipes de demonstração aérea dedicadas surgiram logo após o término da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Muitas das manobras apresentadas ao público nasceram durante os combates aéreos ou fazem parte do treinamento e do cotidiano dos pilotos militares, envolvendo voos em formatura, curvas de alta performance, cruzamentos e manobras acrobáticas dos mais diversos tipos. Cada Unidade Aérea tem sua identidade e uma sequência própria de manobras, que são exaustivamente treinadas para garantir a segurança e a precisão do espetáculo. Além de demonstrar a qualidade da formação de seus pilotos, muitos desses times também representam suas indústrias aeronáuticas nacionais, utilizando aeronaves fabricadas em seus próprios países. Neste quinto artigo desta série de reportagens especialmente desenvolvidas pelo blog Aviação em Floripa, convidamos você a seguir acompanhando os principais Esquadrões de Demonstração Aérea em atividade. Então, continue acomodado em seu lugar porque o show vai prosseguir com novas equipes adentrando o box de apresentação a partir deste momento. Para quem está chegando agora, clique sobre os banners abaixo para acessar de forma rápida os capítulos já publicados.


Capítulo 1

Capitulo 2

Capítulo 3

Capítulo 4




Fonte: https://www.air-shows.org.uk/

A equipe acrobática Royal Jordanian Falcons foi formada em 1976, por ordem do soberano do país à época, o Rei Hussein Bin Talal. Começaram voando com duas aeronaves acrobáticas Pitts Special-S2A pintadas de vermelho e branco e logo em seguida mais um avião do mesmo modelo foi adicionado. Em 1982 outros dois exemplares foram adquiridos e incorporados ao time. Os Royal Jordanian Falcons operaram com o Pitts Special até 1992, quando toda a frota foi substituída por cinco aeronaves de fabricação alemã Extra 300. Anos mais tarde, em 2007, chegaram os Extra 300L e em 2018 a equipe fez a transição para seu mais recente modelo, o Extra 300LX e com ele também houve a adoção de um novo esquema de pintura. O time é composto por cinco aviões, dos quais quatro participam das exibições. Inicialmente operando a partir do Aeroporto Civil de Amã, mais tarde mudaram-se para o Aeroporto Internacional Rei Hussein, sua atual sede. Embora os aviões utilizem matrícula civis, todos os integrantes pertencem à Real Força Aérea da Jordânia, selecionados competitivamente entre seus melhores pilotos, voando com a equipe por um período de três a quatro anos. Além de apresentarem-se regularmente no país, o time já realizou turnês pela América do Norte, Extremo Oriente, norte da África e Europa, incluindo exibições no maior show aéreo militar do mundo, o Royal International Air Tattoo, no Reino Unido, onde por quatro vezes (1995, 2002, 2009 e 2018) ganharam o troféu Cannestra, como melhor demonstração em voo de uma equipe estrangeira.

Pitts Special S-2 (1976-1992). Fonte: https://aerobaticteams.net/

Pitts Special S-2 (1976-1992). Fonte: Nicola Maraspini

Extra EA 300/300L (1992-2018). Crédito: Cozy4649

Extra EA 300/300L (1992-2018). Crédito: Royal Jordanian Air Force

Extra EA 300/300L (1992-2018). Crédito: Konstantin von Wedelstaedt

Extra EA 300/300L (1992-2018). Fonte: https://aerobaticteams.net/


Extra EA 300LX. Crédito: Jan Seler


Extra EA 300LX, Crédito das fotos: RJAF

Perfis - Extra EA 300LX. Fonte: https://rjfalcons.com/


Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo. Crédito: Marc Talloen






Crédito: Fotos J.A.

Os Rotores de Portugal é uma equipe de demonstração de voo com helicópteros criada em 1976, ligada atualmente à Esquadra 552 da Força Aérea Portuguesa (FAP), sediada na Base Aérea nº 11, em Beja. É um dos dois times oficiais de exibição de Portugal e voaram até pouco tempo atrás, com três helicópteros de fabricação francesa Sud Aviation Alouette III. A equipe surgiu por ordem do Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica (CEMFA) para representar a Força Aérea Portuguesa em vários festivais por todo o país. Ao longo de sua história mudaram a quantidade de aeronaves utilizadas nas exibições e também a Unidade Aérea a qual estavam subordinadas, a saber:  Esquadra 33 (entre 1976-1980, voando com quatro helicópteros), Esquadra 102 (entre 1982-1992, com dois helicópteros), Esquadra 111 (entre 1993-1994, retornando para quatro aeronaves) e finalmente Esquadra 552 (de 2004 em diante, primeiramente com dois e depois com três aparelhos). Em 2005, por ocasião do quinquagésimo terceiro aniversário da Força Aérea Portuguesa, em 2005, uma pintura especial foi aplicada aos helicópteros, incluindo as cores nacionais e o nome da equipe. Cabe ressaltar que os helicópteros não eram de uso exclusivo da equipe, mas parte integrante de um Esquadrão operacional, assim, não era raro ver um Alouette III ostentando a pintura especial nas mais variadas missões, desde Busca e Salvamento até exercícios de Assalto Aeromóvel. A última apresentação oficial dos Rotores de Portugal ocorreu em 2010, estando a equipe atualmente inativa após a retirada do serviço ativo dos Alouette III, substituídos pelos Agusta/Westland AW-119 Koala, dos quais alguns exemplares podem no futuro recompor a equipe.



Sud Aviation Alouette III. Todas as fotos: https://aerobaticteams.net/

Sud Aviation Alouette III. Fonte: https://helihub.com/




Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo. Crédito: Força Aérea Portuguesa







Crédito: Toshiro Hara

Em 1959, a equipe oficial de demonstração aérea da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), os Thunderbirds, visitou o Japão. Impressionados com a performance e o entusiasmo do público, o Alto-Comando da Força Aérea de Autodefesa do Japão (JASDF) decidiu no ano seguinte criar seu próprio time, na Base Aérea de Hamamatsu. Chamado de Blue Impulse, começaram voando com jatos North American F-86F Sabre, equipados com geradores de fumaça produzindo cores branca, azul, verde, amarela e vermelha. A pintura proposta apresentava as cores branca, prata, azul e rosa, com exceção da aeronave do Líder, na qual o azul deu lugar ao dourado. Mais tarde a pintura foi padronizada para um esquema na cor branca com detalhes em azul na parte de cima e detalhes em branco, cinza e laranja na seção inferior. Em fevereiro de 1982, após 545 demonstrações aéreas, a equipe substituiu os F-86 Sabre por seis treinadores supersônicos de fabricação local Mitsubishi T-2, realizando seu primeiro show com a nova aeronave em 25 de junho de 1982 na sua nova casa, a Base Aérea de Matsushima, permanecendo com a equipe até o final de 1995.

North American F-86F Sabre. Fonte: http://web.fc2.com/

North American F-86F Sabre. Fonte: http://www.j-hangarspace.jp/

North American F-86F Sabre. Fonte: https://aerobaticteams.net/

Perfis - North American F-86F Sabre, primeiro esquema de pintura (1960). Fonte: https://aerobaticteams.net/

Perfis - North American F-86F Sabre, segundo esquema de pintura (1961-1982). Fonte: https://aerobaticteams.net/



Mitsubishi T-2. Todas as fotos: https://aerobaticteams.net/

Perfis - Mitsubishi T-2 (1982-1995). Fonte: https://aerobaticteams.net/

Mantendo a sede na Base Aérea de Matsushima, mas agora designados como Esquadrão 11 da Quarta Ala Aérea, o ano de 1996 inicia com o recebimento de seis jatos de treinamento subsônico Kawasaki T-4, pintados de branco e azul. A primeira exibição oficial com a nova aeronave ocorreu em 5 de abril de 1996 na Academia Nacional de Defesa, em Yokosuka. Um ano depois, de 25 a 26 de abril de 1997, a equipe fez suas primeiras exibições no exterior no Golden Air Tattoo na Base Aérea de Nellis, Nevada, em comemoração pelo cinquentenário da Força Aérea dos Estados Unidos. O time costuma apresentar-se em vários shows aéreos da JASDF, grandes festivais e cerimônias nacionais, bem como eventos internacionais no Japão, como os Jogos Olímpicos. A equipe raramente atua no exterior devido à logística envolvida.



Kawasaki T-4. Todas as fotos: JASDF

Perfis - Kawasaki T-4. Fonte: https://aerobaticteams.net/



Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 1. Crédito: JASDF Official Channel


Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 2. Crédito: JASDF Official Channel





Crédito: Royal Brunei Air Force

Formada em 2011, a Alap-Alap Formation é a equipe acrobática oficial da Real Força Aérea de Brunei (Tentera Udara Diraja Brunei, no idioma local), composta por três treinadores turboélices de fabricação suíça Pilatus PC-7 Mk.II. Os aviões fazem parte do Esquadrão de Treinamento 63, sediado na Base Aérea de Rimba, responsável por prover a Instrução de Voo para os futuros pilotos militares do país. No total, a Unidade Aérea opera com quatro PC-7, adquiridos da Suíça em 1997, compartilhados entre os voos de instrução e as exibições aéreas. Por conta disso, as apresentações são raras, limitadas a poucos eventos, principalmente a Exposição Internacional de Defesa do país, chamada de BRIDEX e algumas datas nacionais. Os aviões são pintados nas cores branca, azul, vermelha e amarela e a equipe não possui um logotipo próprio, ostentando na fuselagem apenas o emblema da Real Força Aérea de Brunei. Para as demonstrações, cada uma das aeronaves recebe dois geradores de fumaça branca, instalados sob as asas.

Pilatus PC-7 Mk.II. Fonte: http://wizuraiworld.blogspot.com/

Pilatus PC-7 Mk.II. Fonte: https://aerobaticteams.net/

Pilatus PC-7 Mk.II. Fonte: https://kupitok.wordpress.com/







Crédito: Sergei Karpukhun

Os Russian Knights (Cavaleiros Russos, em português ou Russkie Vityazi, em russo romanizado) é uma das duas equipes oficiais de demonstração acrobática da Força Aérea Russa. O time foi estabelecido em 5 de abril de 1991 junto ao 1º Esquadrão de Aviação do 237º Regimento de Aviação Misto de Guardas Proskurovsky, baseado em Kubinka, perto de Moscou, inicialmente equipado com três caças Sukhoi Su-27 e três Su-27UB de dois lugares, pintados em azul, vermelho, branco e amarelo. Dois anos antes, ainda de maneira extra-oficial, quando os Su-27 entraram em serviço com o 1º Esquadrão, os pilotos da Unidade já haviam começado a explorar acrobaticamente as capacidades do avião, realizando voos de treino com duas, três e depois com quatro aeronaves em formação "diamante", criando assim o embrião do que viria a se tornar os Russian Knights. Ainda em 1991 a equipe foi a primeira a se apresentar fora da então União Soviética, em setembro de 1991, quando excursionou pelo Reino Unido, encantando os ingleses e o restante do mundo, com a precisão das manobras, a habilidade dos pilotos e as qualidades acrobáticas do caça pesado russo. Os anos seguintes viram a popularização e a internacionalização do time, costumeiramente apresentando-se anualmente nas celebrações do Dia da Vitória, em Moscou, em 9 de Maio e a cada dois anos no Salão Internacional Aerospacial de Moscou (MAKS), além de diversas exibições em outros países como Estados Unidos, França, Holanda, Malásia, Canadá, Bélgica, Eslováquia, Luxemburgo, China, Emirados Árabes Unidos, Finlândia, Bahrein, Índia, Hungria entre outros, transformando a equipe no cartão de visitas das Forças Aeroespaciais Russas (VKS).

Sukhoi Su-27P/Su-27UB Flanker. Fonte: https://aerobaticteams.net/

Sukhoi Su-27P/Su-27UB Flanker. Crédito: Gut Zoltan

Sukhoi Su-27P Flanker. Fonte: https://www.wallpaperflare.com/

Sukhoi Su-27P Flanker. Crédito: Alexander Mishin

Perfis - Sukhoi Su-27UB Flanker, primeiro esquema de pintura (1991-1994). Fonte: http://www.sukhoi.mariwoj.pl/

Perfis - Sukhoi Su-27P Flanker, segundo esquema de pintura (1994-2016). Fonte: https://www.deviantart.com/bagera3005/ 

Sukhoi Su-30SM Flanker-C. Crédito: Vladislav Perminov

Sukhoi Su-30SM Flanker-C. Crédito: Nils Mosberg

Sukhoi Su-30SM Flanker-C. Fonte: https://www.goodfon.com/

Sukhoi Su-30SM Flanker-C. Crédito: mrdetonator

Perfis - Sukhoi Su-30SM Flanker-C (2017-2019). Fonte: http://www.sukhoi.mariwoj.pl/

No final de 2016, os veteranos Su-27P e Su-27UB foram substituídos pelos caças multifuncionais Su-30SM de dois lugares e também ganharam uma nova pintura. A estreia internacional aconteceu no ano seguinte no show aérea LIMA '17 na Malásia. No final de 2019, já iniciando os preparativos para o seu aniversário de 30 anos, a equipe começou a transição para os novos SU-35S, caças multifunção monopostos, completando no ano seguinte a dotação de seis aviões do modelo. Em julho de 2020, em Kubinka, os Russian Knights realizaram um voo exclusivo e único com aeronaves Su-27, Su-30SM e Su-35S. Pela primeira vez, foram vistos os três tipos de aeronaves utilizados pela equipe em uma única formação. O Su-35 é uma versão atualizada do caça Su-27, projetada para alcançar um aumento significativo em sua eficácia de combate contra alvos aéreos, terrestres e marítimos. O projeto do Su-35 incorpora os conceitos de engenharia mais bem-sucedidos que foram testados anteriormente na família de aviões Su-27/Su-30. Utilizando produtos Sukhoi desde o início, a equipe, além de ser uma grande embaixadora da Federação Russa, também é uma excelente representante da empresa ao exibir em voo as qualidades de suas aeronaves.

Um encontro inédito e único: as três gerações de aeronaves dos Russian Knights reunidas em um mesmo voo. Liderando, um Su-27P, seguido de um Su-30SM e logo atrás, um Su-35S. Fonte: https://eng.mil.ru/

Sukhoi Su-35S Flanker-E. Fonte: http://afterburner.com.pl/

Sukhoi Su-35S Flanker-E. Crédito: Sergei Fadeichev

Sukhoi Su-35S Flanker-E. Crédito: Robert Kysela

Sukhoi Su-35S Flanker-E. Fonte: https://militarywatchmagazine.com/

Perfil lateral - Sukhoi Su-35S Flanker-E. Fonte: https://www.eztoys.com/

Em 2004, o programa de shows de demonstração dos Russian Knights incluiu um elemento novo, um voo conjunto com o outro time acrobático do país, os "Strizhi" (também chamados de Swifts, em inglês), equipado com caças MiG-29, composto por nove aeronaves (cinco Su-27 e quatro MiG-29) na formação diamante para a realização de uma exibição completa de acrobacias. No mesmo ano, o grupo repetiu a performance no Festival Internacional de Grupos Acrobáticos em Zhukovsky. Um evento marcante na história das duas esquipes ocorreu durante o MAKS-2007, quando pela primeira vez na história da aviação mundial, foi feito um “barril” horizontal em um grupo de nove aeronaves de combate, chamado de "Kubinka Diamond". Atualmente, além de suas exibições individuais com seis SU-35S, os Russian Knights continuam realizando voos acrobáticos em grupo com os Swifts.

Russian Knights e Swifts. Crédito: Vadim Savitsky

Russian Knights e Swifts. Fonte: https://militaryleak.com/


Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 1. Crédito: Darth Welder Channel

Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 2. Crédito: Darth Welder Channel



Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 3. Crédito: Cezar Enache

Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 4. Crédito: Airguardian

Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 5. Crédito: Andre19731





Crédito: PAF

A ideia de formar uma equipe de acrobacias na Força Aérea do Paquistão nasceu com um Instrutor da Academia de Voo, o Líder de Esquadrão Bahar-Ul-Haq, após um intercâmbio no Reino Unido com a Equipe de Acrobacias Cranwell College da Real Força Aérea (RAF). Assim, em 17 de agosto de 1972, quatro jatos de treinamento Cessna T-37C Tweety Bird apresentaram-se durante uma cerimônia de formatura na Academia de Voo e dois anos mais tarde, a equipe recebia o nome de Sherdils (Corações de Leão, em português). Em março de 2004 o número de aeronaves foi aumentado para seis e logo em seguida para nove. O T-37 voou com o time por quase trinta e sete anos, durante esse período atuou em várias ocasiões especiais, como desfiles de formatura da Academia, visitas de Chefes de Estado, comemorações do Dia do Paquistão e do Dia da Defesa, entre outros eventos importantes. No final dos anos 90 a Força Aérea paquistanesa começou a colocar em serviço a aeronave de treinamento K-8P Karakorum, desenvolvida em conjunto com a China e anos mais tarde, assim como já havia ocorrido na Academia de Voo, surgiu a necessidade de substituir o T-37 pelo K-8P, mais novo e moderno, junto à equipe. A primeira exibição com a nova aeronave foi realizada em novembro de 2009, com quatro K-8P apresentando-se na Academia de Voo. No início de 2010, a formação aumentou para sete aviões e em outubro do mesmo ano, mais dois K-8 foram adicionados ao time às vésperas de sua estreia internacional, no show aéreo de Zhuhai, na China, entre 16 e 21 de novembro de 2010. Desde então os Sherdils mantêm esta composição com nove aeronaves em suas demonstrações.

Cessna T-37C "Tweety Bird", primeiro esquema de pintura (1972-1980). Fonte: https://aerobaticteams.net/

Vista superior - Cessna T-37C "Tweety Bird", primeiro esquema de pintura (1972-1980). Fonte: http://wp.scn.ru/


Cessna T-37C "Tweety Bird", segundo esquema de pintura (1980-2009). Todas as fotos: https://aerobaticteams.net/

Até 2017 os K-8P da equipe eram pintados no esquema geral de cores brancas com listras vermelhas e azuis utilizado pela Academia de Voo, diferenciados depois com a adição de um leão vermelho estilizado pintado no estabilizador vertical e o nome da equipe logo abaixo. Após testes com alguns esquemas experimentais, a nova pintura foi apresentada durante um show aéreo em comemoração pelo septuagésimo aniversário da Independência do país, realizado em Islamabad em 14 de agosto de 2017. Desde então, a parte inferior é pintada em uma combinação de verde e branco, com um crescente e uma estrela, símbolos da bandeira paquistanesa, integrados numa figura geométrica representando uma águia. Para a metade superior da aeronave, o antigo esquema de cores com listras vermelhas e azuis percorrendo toda a fuselagem branca foi mantido para melhor contraste. Todos os pilotos são Instrutores na Academia da Força Aérea, na Base Aérea de Risalpur, acumulando suas tarefas com as demonstrações em voo. Para fazer parte da equipe, os candidatos devem ter um histórico impecável e pelo menos mil horas de voo. O treinamento começa em etapas, sendo iniciado com o nível básico de formação com dois aviões e, em seguida, passando para quatro, seis e finalmente, para um conjunto de nove aeronaves. Essas sessões de treinamento são todas realizadas em altitudes mais altas e à medida que os pilotos se tornam aptos nas manobras, a altitude diminui gradualmente até 500 pés acima do solo.

Hongdu K-8P Karakorum, primeiro esquema de pintura (2009-2017). Fonte: https://secondtononepaf.com/



Hongdu K-8P Karakorum, primeiro esquema de pintura (2009-2017). Todas as fotos: http://www.pafsqk.yolasite.com/k-8-trainer.php

Hongdu K-8P Karakorum, segundo esquema de pintura (2017 em diante). Crédito: M. Umar Aziz

Hongdu K-8P Karakorum, segundo esquema de pintura (2017 em diante). Crédito: Hamza A. Mughal

Hongdu K-8P Karakorum, segundo esquema de pintura (2017 em diante). Crédito: Hamza A. Mughal



Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 1. Crédito: Pakistan Air Force

Clique sobre a imagem para assistir ao vídeo 2. Crédito: PNN News



Continua....


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