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fotos, as aeronaves, suas histórias e curiosidades, Operações Militares, Eventos Aeronáuticos e muito mais!

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terça-feira, 17 de novembro de 2020

Uma imagem curiosa #35

Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos e/ou vídeos especialmente escolhidos em nosso acervo analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação interessante a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Ocasionalmente, publicaremos uma destas imagens, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura! 


Northrop F-5E Tiger II, FAB 4866, Base Aérea de Florianópolis, outubro de 2002.

Compartilho com nossos leitores esta matéria, trazendo uma demonstração memorável de um Northrop F-5E Tiger II do Esquadrão Pampa durante o evento de "Portões Abertos" de 2002 da Base Aérea de Florianópolis (BAFL). Nos comandos do FAB 4866 estava o jovem Tenente-Aviador Fischer, atualmente ocupando o posto de Coronel e Comandante da Ala 6 em Porto Velho/RO. O piloto brindou os presentes com uma série de passagens baixas arrojadas, explorando a manobrabilidade do caça e mostrando toda a técnica e a qualidade do treinamento do piloto militar brasileiro. Cabe ressaltar que no período em que o Coronel-Aviador Paiva Vidual esteve à frente do comando da BAFL, tivemos alguns dos melhores eventos de "Portões Abertos", em Florianópolis, com grande número de aeronaves e atrações diversificadas para o público, incluindo várias demonstrações aéreas durante todo o dia. Foram três eventos em 2 anos, que certamente ficaram gravados na memória de quem teve o privilégio de estar presente e certamente deixaram saudades em todos aqueles que apreciam um belo show aéreo. Relembre ou veja abaixo, alguns momentos da demonstração do caça F-5E Tiger II.


Acionamento e táxi.


Passagens baixas do FAB 4866.



quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Uma imagem curiosa #34

Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos e/ou vídeos especialmente escolhidos em nosso acervo analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação interessante a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Ocasionalmente, publicaremos uma destas imagens, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura! 


YAT-29 Super Tucano, FAB 5900, Academia da Força Aérea, maio de 2002.

Entre tantas aeronaves participantes do evento comemorativo pelos 50 anos da Esquadrilha da Fumaça, em maio de 2002, uma delas em especial chamava a atenção daqueles que gostam e acompanham a Aviação, principalmente a Militar. Ali estava o FAB 5900, designado à época de YAT-29, um dos dois protótipos do Super Tucano envolvidos na campanha de ensaios da Embraer, que dois anos mais tarde começaria a entrar em serviço como o treinador dos futuros pilotos de combate da FAB, sendo utilizado também na função de aeronave de caça leve em apoio ao recém-implantado Sistema de Proteção e Vigilância da Amazônia (SIPAM/SIVAM). O avião permaneceu durante quase todo o evento sob um dos hangaretes da Academia da Força Aérea (AFA), saindo de sua posição rapidamente no sábado para um teste de taxiamento. Porém no domingo, próximo ao fim do evento, a aeronave enfim fez sua apresentação, pilotada por um piloto de testes da Embraer e, os presentes puderam acompanhar uma demonstração memorável, incluindo a execução de uma manobra acrobática chamada de Lancevak, muito utilizada pelos T-27 Tucanos da Esquadrilha da Fumaça. Após dois dias com "céu de Brigadeiro", infelizmente, boa parte do domingo (último dia do evento) foi de céu encoberto e chuva em Pirassununga e, na hora da apresentação, o teto baixo dificultou um pouco a visualização das manobras, mas de forma alguma tirou o brilho daquele momento que tenho o prazer de compartilhar com nossos leitores através dos vídeos abaixo, que pode ser visto clicando sobre as imagens.


Preparação pré-voo.


Demonstração aérea do YAT-29 Super Tucano durante o evento de 50 anos da Esquadrilha da Fumaça, 
maio de 2002.


terça-feira, 10 de novembro de 2020

EXOP Tínia 2020: FAB realiza treinamento no Sul do país


Crédito da imagem: FAB

Entre os dias 5 e 27 de novembro, as Alas 3 e 4, respectivamente localizadas em Canoas e Santa Maria, no Rio Grande do Sul estão sediando o Exercício Operacional (EXOP) Tínia. Cerca de 400 militares e mais de 35 aviões e helicópteros, procedentes de diversas regiões do país, estão diretamente envolvidos no treinamento. Entre as aeronaves participantes, estão os caças F-5EM/FM Tiger II, A-1AM/BM e A-29A/B Super Tucano, os aviões de Reconhecimento e Vigilância R-35 Learjet e E-99, de Transporte e Reabastecimento em Voo C/KC-130M Hércules, KC-390 Millenium, C-99 e C-105 Amazonas, além de helicópteros H-60L Black Hawk. O Exercício é organizado e coordenado pelo Comando de Preparo (COMPREP) e visa sobretudo o contínuo adestramento dos pilotos, equipes de apoio e demais contingentes envolvidos, garantindo a capacitação operacional e a prática de ações de mobilidade, interoperacionalidade e de pronta-resposta em qualquer situação, dentro do território nacional, que se fizer necessária o emprego dos meios aéreos e terrestres da FAB. Nas palavras do Diretor do Exercício (DIREX), Brigadeiro-do-Ar Mauro Bellintani, "O objetivo do exercício é manter a operacionalidade da Força e de seus Esquadrões Aéreos, assim como dos Controladores de Tráfego Aéreo, dos Grupos de Defesa Antiaérea e de Comunicações e Controle. E todo treinamento de grande porte se torna desafiador, pois nos exige competências diferenciadas no adestramento de todas as nossas capacidades".

Caça Northrop F-5EM Tiger II do Esquadrão Pampa decola da Ala 3 em Canoas/RS para mais uma missão. Crédito da imagem: FAB

Além das Unidades Aéreas, participam também do exercício, o Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), o Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1º GCC), Grupos de Defesa e Artilharia Antiaérea da FAB (1º, 2º e 3º GDAAE) e do Exército Brasileiro (3º GAAAE). Todo este aparato, envolvendo aeronaves, sistemas de controle e detecção e artilharia antiaérea, tem o objetivo de simular um ambiente de guerra aérea convencional, também chamada de guerra regular, onde duas nações ou alianças de países disputam o controle de um determinado território. O Exercício segue os padrões internacionais utilizados em treinamentos deste porte e natureza, ou seja, envolvendo o emprego de "pacotes" com diversos tipos de aeronaves diferentes cumprindo uma mesma tarefa, com os cenários e níveis de complexidade crescendo a cada dia, englobando a realização de missões de Escolta, Reconhecimento Aéreo, Controle e Alarme em Voo, Ataque, Varredura, Reabastecimento em Voo, Posto de Comunicação no Ar, Defesa Aérea, Defesa Antiaérea e Transporte Aéreo Logístico.

Um dos recém-incorporados Embraer KC-390 Millenium, prestando apoio logístico ao treinamento. Crédito da imagem: FAB

C-130M Hércules na Ala 4 em Santa Maria/RS. Crédito da imagem: FAB

Este ano, além dos desafios inerentes à organização de uma operação desta envergadura, o momento atual de pandemia e de emergência sanitária por que passa o Brasil e o Mundo exigem uma grau a mais de cuidados e atenção de todos, nesse sentido, com relação às regras adotadas durante o treinamento, a Capitão-Médica Tatiana Gama e Silva esclarece, “O plano está sendo gerenciado pelo Hospital de Aeronáutica de Canoas e pelo Esquadrão de Saúde de Santa Maria. Todos os participantes de fora do estado realizaram o exame para COVID antes do deslocamento e, durante o Exercício, respeitarão os protocolos de higienização, monitoramento de temperatura, distanciamento e utilização de Equipamentos de Proteção Individual, entre outras medidas”.

Clique sobre a imagem acima e assista ao vídeo institucional do treinamento.

Esta é a segunda vez que a FAB realiza o Exercício Operacional Tínia. A primeira edição ocorreu entre 18/11 e 3/12 do ano passado, também tendo Canoas e Santa Maria como sedes. A título de curiosidade, o nome do exercício é uma referência à mitologia etrusca, sendo Tínia ou Tin, o deus dos céus, assim como Zeus ou Júpiter, comandando trovões e relâmpagos. O blog Aviação em Floripa gostaria de agradecer ao Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) pelas imagens e informações que compõem esta matéria.


sábado, 7 de novembro de 2020

Uma imagem curiosa #33

Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos e/ou vídeos especialmente escolhidos em nosso acervo analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação interessante a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Ocasionalmente, publicaremos uma destas imagens, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura! 


C-91, FAB 2511, Base Aérea de Florianópolis, novembro de 2002.

Entre os anos de 1962 a 2005, a Força Aérea Brasileira operou com os bimotores turboélices britânicos Avro 748 (posteriormente Hawker Siddeley). Sua utilização na FAB teve início em 1962, quando a aeronave foi escolhida para efetuar o transporte aéreo de autoridades e do alto-escalão da FAB entre a recém-inaugurada Capital Federal, em Brasília/DF e os mais diversos pontos do território nacional. Originalmente foram adquiridos seis exemplares da Série 2, aqui designados como C-91 e matriculados como FAB 2500 a FAB 2505, sendo inicialmente destinados ao Grupo de Transporte Especial (GTE). Em 1969, os seis aviões foram alocados ao 1º Esquadrão do 2º Grupo de Transporte, sediado na Base Aérea do Galeão/RJ, em substituição aos Douglas C-54 Skymaster, passando a realizar missões nacionais e internacionais de transporte de cargas e passageiros em prol do Correio Aéreo Nacional (CAN). Em 1975 mais seis aeronaves foram adquiridas, desta vez da versão -2A e integradas ao 2º Esquadrão do 2º Grupo de Transporte (também com sede no Galeão), recebendo as matrículas FAB 2506 a FAB 2511. Esta variante possuía piso reforçado e uma porta traseira com dimensões maiores, permitindo o manuseio de cargas mais volumosas. Decorridos alguns anos de operação com ambas as Unidades Aéreas operando os aviões nas mais variadas tarefas ligadas ao transporte aéreo operacional e logístico, todos os C-91 foram concentrados no 1º/2º GT, permanecendo nesta Unidade Aérea até sua desativação.

Clique na figura acima e acompanhe o táxi e a decolagem de um C-91 em Florianópolis.

Carinhosamente conhecidos na FAB como "Avrinhos" (FAB 2500-2505) e "Avrões" (FAB 2506-2511), os C-91 eram famosos por sua altíssima disponibilidade de voo e segurança de operação, resultado da confiabilidade do avião e do esmero das equipes de manutenção das Unidades Aéreas por onde passou. Em 43 anos de operação na FAB, apenas uma aeronave foi perdida em acidente, felizmente sem vítimas. Curiosamente este fato aconteceu aqui em Santa Catarina, mais precisamente na cidade de Navegantes, em 9 de fevereiro de 1998, quando o FAB 2509, ao pousar sob forte chuva, acabou derrapando e saindo da pista. No final de 2004, os cinco "Avrões" remanescentes foram doados ao Equador, encerrando sua vida operacional com a Força Aérea Brasileira. Para preservar sua história, o exemplar com a matrícula FAB 2504 encontra-se exposto no Museu Aerospacial/RJ. Durante seus anos de operação, era comum a presença dos Avros em Florianópolis cumprindo missões do CAN, inclusive, este Editor teve o privilégio de realizar um voo a bordo do C-91 em dezembro de 1989, entre a capital catarinense e o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, sem dúvida, uma experiência inesquecível.


FAB 2511 taxiando pelo pátio da Base Aérea de Florianópolis, ostentando o padrão de pintura original destas aeronaves. Em 2001, os "Avrinhos" foram desativados, seguindo em operação apenas os aviões da série -2A. Alguns destes receberam uma pintura cinza em substituição ao esquema mostrado nas fotos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Uma imagem curiosa #32

Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos e/ou vídeos especialmente escolhidos em nosso acervo analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação interessante a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Ocasionalmente, publicaremos uma destas imagens, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura! 


Lockheed C-130H Hércules, FACh 995, Academia da Força Aérea, maio de 2002.

Em maio de 2002, por ocasião do Aniversário de 50 anos de criação do Esquadrão de Demonstração Aérea, popularmente conhecido como "Esquadrilha da Fumaça" a Força Aérea Brasileira (FAB) organizou um dos maiores eventos aeronáuticos já realizados no país. Dentre as atrações, estava a Esquadrilha de Alta Acrobacia da Fuerza Aerea de Chile (FAch), denominada de "Halcones" (Falcões, em espanhol), equipada com os aviões acrobáticos Extra 300, de fabricação alemã. Para acompanhar as aeronaves, foi destacado o Lockheed C-130 Hércules com a matricula 995, um dos seis utilizados à época pela FACh, trazendo a equipe de apoio e materiais sobressalentes, operado pelo Grupo de Aviación nº 10, sediado na Base Aérea de Los Cerillos, na capital, Santiago.

A História dos C-130 Hércules na Força Aérea chilena tem início no começo da década de 70, quando foram adquiridos dois C-130H, matriculados como 995 (c/n 382-4453) e 996 (c/n 382-4496). Em 1991, dois C-130B (ex-USAF) chegaram para reforçar a capacidade de transporte da FACh, recebendo os registros 997 (c/n 282-3551) e 998 (c/n 282-3690). Em seguida, no ano de 1995, mais dois C-130B foram recebidos, desta vez, com as matrículas 993 (c/n 282-3637) e 994 (c/n 282-3622). Devido ao desgaste de operação e à idade das células C-130B, os exemplares com as matrículas 993, 994 e 997 deram baixa do serviço ativo cerca de uma década após entrarem em operação. Finalmente, entre 2015 e 2016, chegaram quatro KC-130H provenientes dos estoques do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (Marine Corps, lá designados como KC-130R). Estes aviões receberam os registros 990 (c/n 382-4776), 991 (c/n 382-4???), 992 (c/n 382-4768) e 999 (c/n 382-4626). Em dezembro de 2019, o FACh 990 foi perdido em um acidente durante voo logístico para a Base Presidente Eduardo Frei Montalva na Antártida, vitimando as 38 pessoas a bordo. Atualmente a frota chilena de C-130 Hércules é composta pelos dois C-130H (995 e 996), um C-130B (998) e os três KC-130H remanescentes (991, 992 e 999).