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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Uma imagem curiosa #24


Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos e/ou vídeos especialmente escolhidos em nosso acervo analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação interessante a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Ocasionalmente, publicaremos uma destas imagens, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura!


Embraer A-29A Super Tucano, FAB 5704, Base Aérea de Florianópolis, Outubro de 2006.

O Terceiro Grupo de Aviação engloba três Unidades de Caça da Força Aérea Brasileira, sediadas em Boa Vista/RR (1º/3º GAv, Esquadrão Escorpião), Porto Velho/RO (2º/3º GAv, Esquadrão Grifo) e Campo Grande/MS (3º/3º GAv, Esquadrão Flecha), todos atualmente equipados com os turboélices Embraer A-29A/B Super Tucano. Entre suas atribuições está a vigilância da fronteira Oeste do território brasileiro e a formação e progressão operacional de pilotos recém-formados do Curso de Aviação de Caça em Natal/RN. A fim de capacitá-los e também adestrar as Unidades Aéreas em suas missões, uma das atividades realizadas anualmente é o exercício de tiro aéreo, prática esta que tinha sempre a Base Aérea de Florianópolis, dadas as facilidades aqui encontradas, como endereço certo para este tipo de treinamento. Com o intuito de maximizar recursos e a troca de experiências, era comum a presença conjunta de aeronaves e pilotos dos três Esquadrões.

As áreas destinadas para o exercício de tiro aéreo estão localizadas ao largo da Ilha de Santa Catarina, em locais previamente delimitados nas cartas aeronáuticas e exclusivos para a operação de aeronaves militares, durante o período de treinamento. Entretanto o voo sobre o ambiente marítimo é extremamente agressivo para as aeronaves, sendo assim, após cada missão as aeronaves envolvidas precisam passar por um banho para retirar o salitre acumulado durante o voo. Para evitar a entrada de água que pode comprometer determinados componentes eletrônicos sensíveis, a equipe de manutenção faz uma vedação com fita em volta da nacele e em alguns painéis de acesso da aeronave, antes da lavação.




Embraer A-29B Super Tucano, FAB 5925, Base Aérea de Florianópolis, Outubro de 2006.

3 comentários:

Fabio Bittencourt disse...

Parabéns Pampa14, interessante saber do comprometimento da FAB, com nossas aves. Desejo saber uma coisa, por que na matrícula começa com 5, ja que o A-29, tem como função primária defesa aérea e função secundária apoio ao solo, diferente do AMX que é um caça-bombardeiro.

pampa14 disse...

Bom dia caro amigo, o sistema de matrículas da FAB contempla a seguinte organização por tipo:
0 e 1: Treinamento
2: Transporte
4: Caça
5: Ataque
6: Reconhecimento, Guerra Eletrônica e Busca e Salvamento
7: Patrulha
8: Helicópteros

Atualmente o nº3 está fora de uso, reservado a aeronaves de Ligação e Observação. O Super Tucano embora seja empregado em Unidades de Caça, é uma aeronave de ataque leve e desde 1989, aeronaves desta função recebem o número 5 iniciando suas matrículas.

Fabio Bittencourt disse...

Obrigado pela atenção e pela aula.

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