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fotos, as aeronaves, suas histórias e curiosidades, Operações Militares, Eventos Aeronáuticos e muito mais!

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quinta-feira, 30 de julho de 2020

Um clique curioso #14


Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos especialmente escolhidas em nosso acervo fotográfico analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação histórica a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Semanalmente, às segundas e quintas, publicaremos uma destas fotos, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura!


Northrop F-5E Tiger II, Base Aérea de Florianópolis, Maio de 1997.

Em maio de 1997 a Base Aérea de Florianópolis foi palco de um treinamento aéreo envolvendo aeronaves do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAvCa, Santa Cruz/RJ) e do Primeiro Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (1º/10º GAv, Santa Maria/RS). Denominada de Operação Ilha da Magia, a manobra contou com a participação de oito Northrop F-5E Tiger II, cinco Embraer RT-26 Xavante e um Boeing 707. Pela primeira vez, além das fotos, também fazem parte desta série de matérias especiais, alguns vídeos, neles são mostrados a chegada dos F-5, algumas imagens das aeronaves no pátio da BAFL, além de um raríssimo flagrante de uma operação de Reabastecimento em Voo (REVO) sobre a Ilha de Santa Catarina.


Chegada do Primeiro Grupo de Aviação de Caça a Florianópolis.

Flagrante de uma operação de Reabastecimento em Voo entre o KC-137 e 2 F-5E Tiger II.

Linha de voo, pátio da Base Aérea de Florianópolis.

Chegada de um RT-26 Xavante do Esquadrão Poker.

Táxi e decolagem do KC-137 FAB 2401.

FAB 4600 com sonda de reabastecimento.




segunda-feira, 27 de julho de 2020

Um clique curioso #13


Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos especialmente escolhidas em nosso acervo fotográfico analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação histórica a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Semanalmente, às segundas e quintas, publicaremos uma destas fotos, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura!


Northrop F-5E/F Tiger II, FAB 4867/4807/4873, Base Aérea de Canoas, Outubro de 2003.

A Expoaer da Base Aérea de Canoas (atualmente Ala 3), sempre foi um dos principais e mais tradicionais eventos aeronáuticos brasileiros. Realizada geralmente no dia 12 de outubro, faz inclusive parte do calendário oficial de eventos do município gaúcho, localizado na região metropolitana de Porto Alegre. Para quem teve a oportunidade de visitar as edições mais antigas da Expoaer deve se lembrar que o hangar utilizado pelo Primeiro Esquadrão do Décimo Quarto Grupo de Aviação (1º/14º GAv) permanecia aberto à visitação. No seu interior era comum sempre ver algumas aeronaves Northrop F-5E/F Tiger II do Esquadrão Pampa semi-desmontadas em diferentes estágios de manutenção, um verdadeiro tesouro para qualquer aficcionado por Aviação Militar.

Northrop F-5E Tiger II, FAB 4863, Base Aérea de Canoas, Outubro de 2003. Observe a antena do radar Emerson Electric AN/APQ-159V5.

Seção traseira da fuselagem aberta mostrando o berço dos motores General Electric J-85.

Assim como nossos carros, os aviões e helicópteros também necessitam de revisões regulares. Na aviação elas são chamadas de Check, sendo classificadas em quatro níveis de acordo com a sua complexidade, recebendo as letras de A até D, nesta última, a aeronave é completamente desmontada e todos os seus componentes e estruturas são minuciosamente analisados. Se no automóvel o fator determinante para a revisão é a quilometragem, na aviação, quem determina este momento são as horas de voo. Na estrutura da Força Aérea Brasileira os locais dessas grandes inspeções são chamados de Parque de Manutenção Aeronáutica (PAMA) e atualmente existem três deles, localizados em Lagoa Santa/MG, Galeão/RJ e São Paulo/SP. Cada um deles atende um conjunto específico de aeronaves do inventário da FAB, sendo o de São Paulo o responsável pela frota de F-5, além de todos os modelos de helicópteros operados pela FAB e futuramente também realizará a manutenção do novo caça da Força Aérea Brasileira, o F-39 Gripen. 








quinta-feira, 23 de julho de 2020

Um clique curioso #12


Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos especialmente escolhidas em nosso acervo fotográfico analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação histórica a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Semanalmente, às segundas e quintas, publicaremos uma destas fotos, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura!


H-34 Super Puma, FAB 873?, Base Aérea de Florianópolis, Outubro de 2001.

O Portões Abertos da Base Aérea de Florianópolis no ano de 2001 apresentou uma aeronave de asas rotativas da Força Aérea Brasileira com uma configuração interessante e não muito comum de ser vista. Estamos falando de um H-34 Super Puma pertencente ao Terceiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (3º/8º GAv), na época sediado na Base Aérea dos Afonsos/RJ, equipado com flutuadores. Localizados na parte inferior da seção dianteira da fuselagem e nas laterais junto ao trem de pouso principal, ao serem inflados, permitiam que o helicóptero, em caso de pouso na água, permanecesse estabilizado sobre esta superfície. Este tipo de acessório, muito mais comum nos exemplares deste modelo então operados pela Marinha do Brasil, se faz necessário em operações sobre o mar, tornando-se uma garantia a mais para a segurança de voo e da própria tripulação. Atualmente o Esquadrão Puma encontra-se sediado na Ala 12 em Santa Cruz/RJ. Os H-34 Super Puma foram retirados de operação a partir do final de 2015 e substituídos pelo Helibras/Airbus Helicopters H-36 Caracal, vetor que equipa no presente a Unidade Aérea.


segunda-feira, 20 de julho de 2020

Um clique curioso #11


Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos especialmente escolhidas em nosso acervo fotográfico analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação histórica a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Semanalmente, às segundas e quintas, publicaremos uma destas fotos, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura!




Esta seria apenas mais uma entre tantas fotografias a registrar o pouso de um Embraer 195 da Azul Linhas Aéreas Brasileiras pela cabeceira 32 do Aeroporto Internacional Hercílio Luz, mas ela tem algo que a diferencia de todas as outras. Consegue perceber a diferença? Ela está simplesmente no exato momento em que a imagem foi captada, fazendo com que o Embraer 195 ficasse com a aparência de ter um trem de pouso principal duplo. Uma fração de segundo antes ou depois e este curioso efeito não teria sido possível. Completando esta fotografia, o trem de pouso dianteiro parece estar apoiado sobre um dos mourões da cerca ao fundo, como se a aeronave estivesse num pedestal.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Um clique curioso #10


Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos especialmente escolhidas em nosso acervo fotográfico analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação histórica a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Semanalmente, às segundas e quintas, publicaremos uma destas fotos, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura!


Neiva T-25C Universal, FAB 1906, Pista 03/21, Aeroporto Internacional Hercílio Luz, Maio de 2008.

A Base Aérea de Florianópolis abrigou ao longo de sua história recente, uma grande diversidade de treinamentos operacionais, envolvendo apenas um Esquadrão ou manobras de maior envergadura, com a participação de várias Unidades Aéreas. Os principais fatores atrativos sempre foram a privilegiada geografia da Ilha de Santa Catarina e o apoio logístico da própria BAFL. Dentre estes exercícios, um dos mais importantes era a FAEX, organizada pela então Segunda Força Aérea (II FAe), contando com a maciça presença das aeronaves de seus Esquadrões subordinados.

Durante a FAEX X, ocorrida entre os dias 16 e 20 de maio de 2008, Unidades Aéreas de várias regiões do Brasil, pertencentes às aviações de Caça, Busca e Salvamento, Asas Rotativas, Patrulha, Reconhecimento e Transporte, estiveram presentes nos céus da capital catarinense, desempenhando missões aerotáticas, bem como demonstrando a capacidade de operarem de forma conjunta e integrada. Dentre todas as aeronaves participantes, um Neiva T-25C Universal pertencente ao Terceiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (3º/8º GAv), então sediado na Base Aérea dos Afonsos, no Rio de Janeiro se destacou pela sua pintura.




A aeronave de matrícula FAB 1906 ostentava a camuflagem tática adotada a partir de 2003 para as aeronaves operacionais da Força Aérea Brasileira, em tons de cinza e verde. Não temos notícia de algum outro T-25 da FAB que tenha voado em serviço com este esquema de pintura em alguma outra Unidade Aérea*. Na época poucos T-25 eram utilizados em outras funções além de servirem como aeronave de Treinamento Primário e Básico na Academia da Força Aérea em Pirassununga/SP então é bem possível que este tenha sido o único exemplar com esta camuflagem. O fato é que em 2013 o FAB 1906 já estava integrado ao Segundo Esquadrão de Instrução Aérea da AFA, voltando a usar seu uniforme de instrutor dos futuros pilotos da Força Aérea Brasileira. 

* Nota Editorial: O Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa, em Minas Gerais, local responsável pela manutenção em nível parque dos T-25 da FAB, pintou recentemente um YT-25B Universal II (versão mais potente desenvolvida na década de 70 pela fabricante do avião, a Neiva, como um substituto para o próprio Universal), com uma pintura muito similar à utilizada pelo T-25 do 3º/8º GAv. Matriculado como FAB 1831 o avião foi visto nesse esquema em alguns eventos aeronáuticos realizados no ano de 2018. Entretanto, até onde sabemos, apenas o FAB 1906 voou operacionalmente com este camuflagem.

Neiva T-25C Universal, FAB 1906, Base Aérea de Florianópolis, 2008.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Um clique curioso #9


Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos especialmente escolhidas em nosso acervo fotográfico analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação histórica a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Semanalmente, às segundas e quintas, publicaremos uma destas fotos, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura!


Northrop F-5EM Tiger II, FAB 4875, Base Aérea de Florianópolis, Outubro de 2006.

O chuvoso Portões Abertos de 2006 da Base Aérea de Florianópolis, comparado com edições de anos anteriores, trouxe poucas aeronaves à capital catarinense (em função principalmente das condições meteorológicas), entretanto, qualidade sempre é melhor que quantidade e ela se fez presente na aeronave que apresentamos nesta matéria. Esta foi a primeira vez que um exemplar do F-5 modernizado esteve em um evento aeronáutico em Florianópolis, mas, a cereja do bolo não era o avião em si, e sim, o que estava sob as suas asas, mais precisamente nos suportes externos, caracterizados pelos trilhos específicos para carregar o míssil ar-ar Rafael Derby, até aquele momento um assunto tratado sob sigilo, portanto, sem nenhuma informação oficial sobre sua aquisição.


Dados oficiais indicam que a FAB comprou em 2006 um lote de 38 mísseis deste modelo para equipar sua frota de F-5 modernizados. O Derby é um míssil ar-ar de duplo alcance (curta e média distância), de fabricação israelense, com capacidade BVR (do inglês, Beyond Visual Range), isto é, capaz de engajar alvos aéreos além do alcance visual, tornando-se o primeiro míssil deste tipo na Força Aérea Brasileira, elevando o patamar de emprego da aeronave e inserindo o "Mike" na moderna arena do combate aéreo. Outra curiosidade presente no FAB 4875 é o adesivo comemorativo estampado na sua deriva, referente ao centenário do voo do 14 Bis, acessório utilizado em todas as aeronaves da Força Aérea Brasileira durante aquele ano.





quinta-feira, 9 de julho de 2020

Um clique curioso #8


Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos especialmente escolhidas em nosso acervo fotográfico analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação histórica a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Semanalmente, às segundas e quintas, publicaremos uma destas fotos, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura!



No transcorrer do ano de 2003, a Base Aérea de Florianópolis costumeiramente recebia mais uma visita dos quadrimotores Lockheed C-130 Hércules a fim de realizarem treinamento de Busca e Salvamento na capital catarinense, local amplamente favorável para este tipo de exercício, dadas às suas excelentes características geográficas, além do apoio logístico prestado pela própria BAFL. Desta vez a manobra foi protagonizada pelo Primeiro Grupo de Transporte de Tropas (1º GTT), sediado no Campo dos Afonsos/RJ, uma das duas Unidades Aéreas operadoras do modelo na FAB.

        Lockheed C-130E Hércules, FAB 2451, Base Aérea de Florianópolis, 2003.
                                                                     
Três aeronaves Hércules fizeram parte do treinamento, entretanto, para olhos mais atentos, uma delas apresentava algumas marcações curiosas pintadas na seção dianteira da fuselagem, destacando-se das demais. Estamos falando do FAB 2451, um dos dois C-130 da Força Aérea Brasileira disponibilizados pelo Governo Brasileiro em meados de 2003 para atuarem em apoio à Organização das Nações Unidas (ONU) na República Democrática do Congo, visando a garantia da estabilidade política no país africano, através da missão chamada de Interim Emergency Multinacional Force (IEMF), organizada e liderada pela União Européia sob o nome de Operação Artemis.

Ao todo, 41 militares e dois C-130  Hércules foram engajados na operação (FAB 2451 e FAB 2464), prestando apoio logístico através do transporte de tropas e equipamentos. Interessante comentar que as aeronaves antes de partirem do Brasil receberam uma blindagem especial em algumas áreas sensíveis em função do alto risco das operações e para a própria segurança das tripulações. Na foto que abre a matéria é possível ver a inscrição "Cadillac 65", uma referência ao código-rádio utilizado pelo FAB 2451 no Congo, já os escudos tribais pintados na fuselagem (um total de vinte), indicam o número de missões executadas por esta aeronave. Há ainda um adesivo da Operação Artemis, tendo a bandeira da União Européia de fundo (EUFOR/ARTEMIS).




segunda-feira, 6 de julho de 2020

Um clique curioso #7


Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos especialmente escolhidas em nosso acervo fotográfico analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação histórica a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Semanalmente, às segundas e quintas, publicaremos uma destas fotos, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura!


Northrop F-5E Tiger II, FAB 4861, Base Aérea de Florianópolis,  Maio de 2002.

Em maio de 2002 aconteceu o primeiro Exercício Cruzeiro do Sul (CRUZEX), um treinamento multinacional contando nesta edição com a presença de aeronaves do Brasil, Argentina e França, além do Chile participando como observador. Tendo os céus da Região Sul como palco das operações, coube a Florianópolis abrigar a força de aeronaves de caça do fictício "País Vermelho", composta por alguns Northrop F-5E/F Tiger II do Primeiro Esquadrão do Décimo Quarto Grupo de Aviação (1º/14º GAv), Unidade Aérea baseada em Canoas/RS, mas que em razão da CRUZEX estava operando deslocados de sua sede.

Para quem não sabe, o Esquadrão Pampa é o responsável pela Defesa Aérea da Região Sul do Brasil, atuando em estreita sintonia com o CINDACTA II em Curitiba, órgão que monitora e controla todo o espaço aéreo da porção meridional do território brasileiro. A fim de cumprir esta missão, todos os dias uma aeronave, um piloto e uma equipe de apoio permanecem em prontidão de 24 horas para qualquer eventualidade. Em função da Unidade Aérea estar operando a partir da capital catarinense, fez com que o Alerta de Defesa Aérea também mudasse de endereço, sendo assim, a foto alvo desta matéria mostra uma das aeronaves do Esquadrão Pampa "tirando serviço" no pátio da Base Aérea de Florianópolis. É possível observá-la conectada à fonte, pronta para ser acionada e ganhar os céus em questão de poucos minutos, seja para uma necessidade real ou simplesmente para uma simulação de rotina. 

Fechando esta matéria, deixo como bônus aos nossos leitores mais algumas fotos dos F-5 do Esquadrão Pampa em Florianópolis durante a CRUZEX 2002, tomadas em duas oportunidades, numa visita para acompanhar parte do exercício e no mini Portões Abertos ocorrido no último dia do treinamento.














quinta-feira, 2 de julho de 2020

Um clique curioso #6


Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos especialmente escolhidas em nosso acervo fotográfico analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação histórica a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Semanalmente, às segundas e quintas, publicaremos uma destas fotos, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura!


Embraer A-1B, FAB 5654, Base Aérea de Florianópolis, Outubro de 2001.

Em outubro de 2001 a Base Aérea de Florianópolis foi palco de uma manobra conjunta realizada pelos Primeiro e Terceiro Esquadrões do Décimo Grupo de Aviação (1º/10º Gav e 3º/10º GAv), Esquadrões Poker e Centauro respectivamente, ambos equipados com o mesmo vetor, o jato subsônico de ataque Embraer A-1 e compartilhando a mesma sede, a Base Aérea de Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul. Denominada de Operação Beira-Mar, consistia no aprimoramento da capacidade operacional das duas Unidades Aéreas no que tange às suas atribuições, ou seja, o cumprimento de missões de superioridade aérea, apoio aéreo aproximado, interdição do campo de batalha, além do reconhecimento tático, esta última, executada apenas pelo Esquadrão Poker, em complemento das demais.




Dentre as aeronaves que vieram a Florianópolis, uma em especial chamou a atenção pelo seu esquema de pintura. Estamos falando do FAB 5654, um dos A-1 bipostos (provido de dois assentos) pertencente ao Esquadrão Centauro. A aeronave apresentava uma camuflagem experimental em tons de verde e cinza e com as marcações em baixa visibilidade (low-viz), diferente do padrão utilizado até então pelo restante da frota de AMX da FAB, caracterizado por dois tons de cinza. Cabe ressaltar que quando as fotos que compõem esta matéria foram feitas, havia se passado menos de uma semana que o FAB 5654 havia recebido a pintura. Ela acabou não sendo aprovada, mas serviu de base para a camuflagem tática que se tornaria padrão em todas as aeronaves operacionais da Força Aérea Brasileira, implementada a partir de 2003. A aeronave aqui mostrada permaneceu com este esquema de pintura até também receber o novo padrão posteriormente.

Embraer A-1B, FAB 5654, Base Aérea de Florianópolis, Outubro de 2003.