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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Kamikaze!


Kamikaze, em japonês: kami significando "deus" e kaze, "vento", comumente traduzido como "vento divino", era o nome dado aos pilotos de aviões japoneses carregados de explosivos cuja missão era realizar ataques suicidas contra navios dos Aliados nos momentos finais da campanha do Pacífico na Segunda Guerra Mundial. O nome oficial era Tokubetsu Kōgekitai (Unidade de Ataque Especial), também conhecidos pela abreviação Tokkōtai ou Tokkō. As unidades da marinha eram chamadas de Shinpu Tokubetsu Kõgekitai (Unidade de Ataque Especial Vento Divino), em alusão à tempestades que salvaram o Japão do ataque mongol em duas ocasiões (1247 e 1281). O termo "kamikaze" era usado apenas pelos americanos.

Às 10h47min de 25 de outubro de 1944 ocorreu o primeiro ataque kamikaze, contra o porta-aviões USS St. Lo. Após 30 minutos, o incêndio atingiu o paiol principal do navio que se destruiu, causando a morte de 140 militares. No total, cerca de 2.525 pilotos morreram nesses ataques, causando a morte de 4.900 soldados aliados e deixando mais de 4 mil feridos. O número de navios afundados entretanto, é controverso.

Eram dados aos kamikazes instruções para como procederem, sendo os alvos principais os porta-aviões. Durante o momento de mergulhar com o avião não deveriam fechar os olhos, pois poderiam errar o alvo, indo parar na água. No dia do voo fatal, escreviam poesias, ganhavam um brinde de saquê, levavam a bandeira, amarravam a hachimaki (faixa) e talvez também usavam o sennibari (cinto). Em época de florada carregavam ramos de cerejeira. Ainda levavam uma espada e uma pistola para o caso de fracassarem e poderem se suicidar. Além do modelo Mitsubishi A6M Zero, outros aviões foram usados. Algumas vezes obtinham ajuda de escoltas regulares, mas geralmente tinham de enfrentar os caças estadunidenses que detectavam seus aviões pelo radar, e tentavam resistir até poder colidir no convés de um navio.

Durante toda a guerra apenas 11,6% dos 3,3 mil aviões acertaram o alvo, e 27,5% retornaram a base (seja por falta de combustível, por não encontrar o inimigo, pelo mal tempo ou qualquer outro motivo). A partir de julho de 1945 as ações diminuíram, os kamikazes aguardavam uma possível invasão americana, e pretendiam afundar cerca de 400 navios em caso de aproximação. A invasão não ocorreu, mas de fato o planejamento de ataque suicida poderia ter dado certo, pois os aviões partiriam de um distância mais próxima e os modelos Yokosuka MXY-7 Ohka movidos a jato em vez de foguete podiam decolar na terra e tinham maior autonomia. Acompanhe, a partir de agora, uma coleção de fotos, algumas delas dramáticas, mostrando estes destemidos pilotos em ação:





















































Fontes consultadas:

http://fly.historicwings.com/
http://avionswwii.free.fr/
http://www.ww2shots.com/
http://donmooreswartales.files.wordpress.com/
http://www.mk2pro.com/
http://danieldeubank.files.wordpress.com/
http://www.guns.com/
http://zidbits.com/
http://www.kingsacademy.com/
http://www.usshadley.com/
http://www.wtj.com/
http://www.japanfocus.org/

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