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quinta-feira, 17 de março de 2016

Exercício Carranca V: Treinando para salvar vidas




Entre os dias 9 e 18 de março, a Base Aérea de Florianópolis (BAFL) está sediando a quinta edição do Exercício Carranca, treinamento focado na atividade de Busca e Salvamento (SAR, do inglês Search And Rescue). Nas duas últimas semanas o blog Aviação em Floripa vem acompanhando a manobra, mantendo seus leitores atualizados com informações e fotos, mostrando detalhes e aspectos gerais do treinamento, considerado o maior do gênero na América Latina.  Nesta matéria especial, trazemos uma cobertura completa sobre o Exercício Carranca V e que você passa a acompanhar a partir de agora.


Um treinamento, múltiplos benefícios


O Exercício Carranca é organizado e conduzido pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), órgão da Força Aérea Brasileira que tem entre suas responsabilidades, o Gerenciamento do Tráfego Aéreo e as atividades relacionadas à Segurança de Voo, tais como a Cartografia Aeronáutica, Meteorologia, Telecomunicações, Inspeção em Voo e Busca e Salvamento. Cerca de 400 militares, incluindo pilotos, equipes de resgate, controladores de tráfego aéreo, coordenadores de missão e salvamento, além de outros profissionais, participam do treinamento.  Durante o período em que permanecerão na capital catarinense, todo este contingente estará envolvido no planejamento e na execução de uma ampla gama de missões em terra e no mar, entre elas, o resgate de náufragos, embarcações à deriva, aeronaves acidentadas e pilotos abatidos.

 Seja no mar...

...ou em terra, as equipes de resgate são colocadas à prova durante o Exercício Carranca.

O objetivo principal do treinamento visa aperfeiçoar as técnicas de Busca e Salvamento utilizadas em resgates, através do trabalho conjunto entre os Centros de Coordenação de Salvamento Aeronáutico (RCCs) e as Unidades Aéreas.  Tendo este princípio como ponto de partida, o exercício representa para todos os envolvidos, uma excelente oportunidade para a troca de experiências, funcionando também como um laboratório, permitindo a introdução de novos equipamentos e a validação de técnicas de resgate. Serve ainda para avaliar a capacidade e a operacionalidade de toda a cadeia de comando e coordenação quanto ao planejamento e execução de missões de Busca e Salvamento, um dos mais relevantes serviços realizados pela Força Aérea Brasileira e que muitas vezes permanece no anonimato, longe dos holofotes e dos olhares de grande parcela da população brasileira, porém, de fundamental importância e inesquecível para quem um dia já necessitou do auxílio destes anjos da guarda, quando o socorro que vem do céu, faz a diferença entre a vida e a morte.

O nome do exercício é uma homenagem a um destes profissionais, o Major Médico Carlos Alberto Santos, conhecido entre seus pares pela alcunha de “Carranca”, militar que serviu no Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAv) e no Esquadrão de Salvamento Aeroterrestre (PARASAR) de Campo Grande (MS), cuja vida foi marcada pela dedicação e obstinação para que outros pudessem viver.


Uma corrente pela vida


O Brasil é reconhecido internacionalmente por possuir um dos melhores e mais eficientes sistemas de Busca e Salvamento do mundo. Em inúmeras oportunidades este sistema já foi colocado à prova, como por exemplo, em catástrofes naturais e em acidentes aéreos, entre eles, os voos 1907 da GOL (2006) e AF447 da Air France (2009), demonstrando toda a capacidade da Força Aérea Brasileira para planejar, buscar e resgatar. Embora somente as ocorrências de maior vulto ganhem as manchetes, é importante ressaltar que todos os anos milhares de situações exigem algum tipo de intervenção dos órgãos de Busca e Salvamento. Nesse aspecto, manter o sistema funcionando de maneira coordenada e eficiente é fundamental e, para que isto aconteça, a palavra-chave é uma só, treinamento.


Equipes de resgate de volta à BAFL após mais uma missão. 

SC-105 Amazonas do Esquadrão Pelicano.

Nosso país como nação livre e soberana, é signatário de diversos acordos internacionais. Como membro da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), é responsável por efetuar missões SAR em uma superfície de aproximadamente 22 milhões de quilômetros quadrados, englobando além do território nacional, boa parte das águas do Atlântico Sul, área esta equivalente a quase três vezes o tamanho do Brasil. Esta tarefa inclui a localização de ocupantes de aeronaves e embarcações em perigo, o resgate de tripulantes e vítimas de acidentes aeronáuticos e marítimos, bem como a interceptação e a escolta de aeronaves em emergência. De forma a cumprir estas funções foi criado o Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico (SISSAR), formado por quatro Centros de Coordenação e Salvamento (RCC), também chamados de Salvaeros, localizados em Brasília, Curitiba, Recife e Manaus e responsáveis por executarem as atividades de Busca e Salvamento em suas respectivas áreas de jurisdição. Sob o lema “Localizar, Socorrer, Resgatar”, o Sistema de Busca e Salvamento brasileiro, funciona de maneira integrada e interligada, como os elos de uma corrente, atuando de forma ininterrupta, diuturnamente, durante os 365 dias do ano.

Estampadas na fuselagem de um dos SC-105 Amazonas do Esquadrão Pelicano, estão as missões SAR reais em que a aeronave teve participação efetiva. Em cada uma das bóias, aparece a data da ocorrência, a matrícula da aeronave envolvida, o tipo de salvamento e o número de pessoas resgatadas com vida.


Forjadas em combate


Por mais paradoxal que possa parecer, muitas das técnicas de salvamento empregadas pelas equipes de resgate, tiveram sua gênese no calor do combate, sendo testadas e validadas no campo de batalha, entre eles, aquele que é considerado o maior conflito bélico da humanidade, a Segunda Guerra Mundial. Para conter o avanço das sucessivas hordas de bombardeiros e caças da Alemanha, na Campanha que ficou conhecida como Batalha da Inglaterra, um punhado de pilotos da Real Força Aérea britânica (RAF) e de nações aliadas lançou-se com bravura e heroísmo na tentativa de evitar a invasão do último bastião europeu livre da tirania nazista. O resultado deste embate todos conhecemos, mas o que nem sempre aparece nos livros de história, foi o esforço e a dedicação para resgatar muitos desses combatentes, abatidos sobre as águas do Canal da Mancha.

O período pós-guerra, sobretudo durante a década de 50, viu o aprimoramento do helicóptero com o advento de modelos mais capazes e confiáveis. Suas características ímpares de voo pairado e pouso em locais reduzidos e de difícil acesso, fizeram dele a máquina perfeita para atuar em missões de resgate. Novas doutrinas e técnicas surgiram a partir do amplo emprego da aviação de asas rotativas durante as Guerras da Coréia (1950-53) e do Vietnã (1959-75), principalmente, nas tarefas de remoção de feridos e no salvamento de pilotos abatidos. Do empirismo de outrora às modernas aeronaves e equipamentos utilizados hoje em dia, muita coisa mudou, entretanto, a determinação para que outros possam viver, permaneceu imutável.


A Meca do SAR


Nos últimos anos a capital catarinense tem sido palco de diversas operações aéreas voltadas para a atividade de Busca e Salvamento. Essa escolha não é uma mera coincidência, uma vez que Florianópolis e a região próxima, reúnem uma série de condições ideais para a prática de tais treinamentos, a começar pela própria geografia, composta por uma diversidade de ambientes naturais como montanhas, baías abrigadas e com águas calmas, matas fechadas, áreas descampadas, entre outras.

Todas as cinco edições do Exercício Carranca foram realizadas em Florianópolis, resultado da excelente localização geográfica da capital catarinense e das condições de infraestrutura e logística que a Base Aérea de Florianópolis proporciona. 

Outro quesito de fundamental importância é o apoio logístico e de infraestrutura fornecido pela Base Aérea de Florianópolis, tanto para a manutenção e segurança das aeronaves, quanto para seus operadores, com espaços adequados para o planejamento das missões, alimentação e descanso. Ressalta-se ainda a localização privilegiada da própria BAFL, permitindo que boa parte das áreas de treinamento estejam situadas a poucos minutos de voo, resultando em substancial economia de tempo e combustível.

Airbus A320 da Avianca Brasil taxia pela pista principal do Aeroporto Hercílio Luz, enquanto H-1H do Esquadrão Pelicano inicia mais um circuito em direção à área de treinamento. A coordenação e o controle da atividade aérea é fundamental para a segurança de voo.

Por último, mas não menos importante, é a possibilidade de treinar num espaço aéreo com baixo volume de tráfego de aeronaves comerciais e civis. Embora a Base Aérea de Florianópolis utilize as pistas de pousos e decolagens do Aeroporto Internacional Hercílio Luz (FLN/SBFL), a movimentação de aeronaves é pequena se compararmos com outros aeroportos do país, garantindo mais segurança para as operações e minimizando os conflitos de tráfego. Neste quesito, destaca-se o apoio prestado pelo Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Florianópolis (DTCEA-FL), órgão responsável por controlar e coordenar toda a movimentação aérea em torno do aeroporto.


O Exercício Carranca V


Chegando a sua quinta edição, o treinamento em Florianópolis foi dividido em duas etapas distintas. A primeira delas, denominada de Avaliação Operacional (AVOP), ocorreu entre os dias 9 e 12 de março e compreendeu o planejamento e a montagem dos cenários e situações que iriam testar as equipes SAR em campo, de acordo com a doutrina de Busca e Salvamento vigente. É também nessa fase que se define a aplicação de novos métodos, técnicas ou conceitos que, se validados e aprovados, serão incorporados e disseminados a toda a cadeia SAR, melhorando ainda mais o serviço prestado pelos profissionais da área. Para as Unidades Aéreas e equipes de resgate é hora de treinar e formar novos integrantes. De acordo com o Major Barbosa, Diretor do Exercício, durante a fase AVOP da Carranca V, cerca de 200 militares, incluindo pilotos, operadores de guincho, mecânicos de voo e resgateiros, tornaram-se aptos a executarem missões SAR em sua plenitude.

Major Barbosa - Diretor do Exercício Carranca V

Finalizada a etapa de Avaliação Operacional, chega o momento de colocar em prática tudo que foi planejado. A parte “visível” do treinamento iniciou-se segunda-feira (14/03) e prossegue até o próximo dia 18. Chamada de Exercícios de Integração (EXINT), nesta fase estão sendo realizados resgates noturnos com a utilização de Óculos de Visão Noturna (NVG), emprego de paraquedistas, salvamento de embarcação em alto-mar e de vítimas de acidentes aéreos em área de difícil acesso, localização e resgate de náufragos e de pilotos que foram ejetados de seus caças. Os voos de treinamento ocorrem no continente e no mar até 370 km da costa (200 milhas náuticas), para gerenciar esta diversidade de eventos, dois Centros de Coordenação de Salvamento foram ativados provisoriamente na BAFL, um para as missões no mar e o outro para as missões na terra.

Operador de guincho do Esquadrão Pantera. 

Briefing entre a tripulação e os militares do resgate. O segredo do sucesso é o trabalho em equipe.

O grau de complexidade das missões aumenta a cada dia, exigindo cada vez mais das tripulações e equipes de coordenação. Embora tudo seja feito de forma simulada, o realismo das situações faz com que todos os participantes das missões de resgate, se dediquem ao máximo para cumpri-las. Tudo é registrado, coordenado e avaliado pela Direção do Exercício (DIREX), desde a localização até o salvamento das vítimas, desembarque dos feridos e a entrega à equipe médica de prontidão.

Pátio lotado! A edição deste ano contou com um número expressivo de aviões e helicópteros.

Além dos objetivos e características de emprego mostradas anteriormente, comuns a todos os Exercícios Carranca já realizados, o treinamento deste ano traz como novidade o foco nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Conforme o Diretor do Exercício ressaltou, algumas das situações que estão sendo praticadas têm como pano de fundo a execução de missões de Busca e Salvamento em ambientes urbanos, justamente com o objetivo de capacitar as equipes de resgate para atuarem neste tipo de cenário.

Força Aérea Brasileira e Aviação Naval operando no Exercício Carranca V.

Nesta quinta edição, o Exercício Carranca conseguiu reunir um grande contingente e um número expressivo de aeronaves em Florianópolis. Estão participando do treinamento, o Terceiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (3º/8º GAv), o Esquadrão Puma (Rio de Janeiro/RJ), com um Eurocopter H-36 Caracal, recém incorporada à Unidade e estreante no Exercício Carranca; o Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAv), o Esquadrão Pantera (Santa Maria/RS), com quatro Sikorsky H-60L Blackhawk; o Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAv), o Esquadrão Pelicano (Campo Grande/MS), com três Bell H-1H Iroquois e dois EADS/CASA SC-105 Amazonas; o Primeiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (1º/7º GAv), o Esquadrão Orungan (Salvador/BA), com um Lockheed P-3AM Orion, além da Unidade Aérea anfitriã, o Segundo Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (2º/7º GAv), o Esquadrão Phoenix, com uma aeronave Embraer P-95BM Bandeirante Patrulha.



Eurocopter H-36 Caracal - 3º/8º GAv




Sikorsky H-60L Blackhawk - 5º/8º GAv




Bell H-1H Iroquois - 2º/10º GAv




EADS/CASA SC-105 Amazonas - 2/10º GAv




Embraer P-95BM Bandeirante Patrulha - 2º/7º GAv

A Marinha do Brasil participa com militares do Centro de Coordenação de Salvamento Marítimo do Sul (Salvamar Sul), órgão subordinado ao Comando do Quinto Distrito Naval (5º DN), com sede em Rio Grande/RS; com um helicóptero UH-12 Esquilo pertencente ao Quinto Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-5), o Esquadrão Albatroz, sediado na mesma cidade, além do Navio Patrulha NPa P-63 Babitonga.



Helibras UH-12 Esquilo - HU-5

É importante ressaltar ainda que outros Esquadrões e Organizações Militares da FAB têm entre suas atribuições a realização da tarefa de Busca e Salvamento e estão participando do treinamento com observadores. Tão ou mais relevante que voar e treinar, são o intercâmbio e a experiência de integrar um treinamento desta envergadura. Ao retornarem para suas Unidades, estes profissionais repassarão aos seus pares aquilo que presenciaram, atuando como disseminadores do conhecimento.


Missão: Salvar Vidas!


Um dos episódios mais emblemáticos da Aviação de Busca e Salvamento da FAB serve para atestar toda a confiança nas equipes de resgate por quem precisa de ajuda. No dia 15 de junho de 1967, uma aeronave de transporte Douglas C-47 decolou da Base Aérea de Belém com destino ao Destacamento de Cachimbo, no sul do Pará. Entretanto, condições meteorológicas adversas fizeram com que o avião nunca chegasse ao seu destino, acidentando-se em meio à imensidão da Floresta Amazônica. Tinha início uma das maiores operações de Busca e Salvamento já realizadas pela Força Aérea Brasileira.

Voando num ambiente com referências quase inexistentes e sem a utilização dos modernos equipamentos e sensores utilizados hoje em dia, as buscas pelo FAB 2068 demandaram um esforço sobre-humano pelas equipes de resgate. Finalmente, no dia 26 de junho, uma das aeronaves envolvidas nas buscas localizou os destroços. Das vinte e cinco pessoas a bordo, cinco foram resgatadas com vida e um dos sobreviventes, o Tenente Luiz Velly proferiu a célebre frase que comprovam a eficiência e o profissionalismo dos militares envolvidos no salvamento:  “EU SABIA QUE VOCÊS VIRIAM!”. Como uma homenagem ao esforço e dedicação empregados na missão, o dia 26 de junho, passou a ser reconhecido na FAB como o Dia da Aviação de Busca e Salvamento.

Reza a lenda que o Pelicano quando não consegue alimentar seus filhotes, num gesto extremo de sacrifício, dilacera com o bico o próprio peito para nutri-los.  Imbuídos deste ideal, os homens e mulheres de resgate da FAB, têm como qualidades essenciais e comuns, a determinação, o desprendimento, a persistência, o preparo, a vontade, a abnegação e o espírito aguçado de doação pela vida alheia. Sem almejar gratidão, fama ou reconhecimento, fazem seu trabalho apenas PARA QUE OUTROS POSSAM VIVER!


Agradecimentos


O blog Aviação em Floripa gostaria de agradecer imensamente à organização do Exercício Carranca V, ao Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e à Seção de Comunicação Social da Base Aérea de Florianópolis (SCS/BAFL) pela oportunidade em mais uma vez poder acompanhar de perto um dos mais importantes treinamentos anuais da Força Aérea Brasileira. Agradecimentos especiais ao Major Barbosa (Diretor do Exercício), pelo breve mas proveitoso contato e pelas informações repassadas sobre o treinamento;  ao Major Celoni (Cecomsaer), pela paciência e dedicação em atender as nossas solicitações; ao Segundo Sargento Poleto (Cecomsaer), pelo acompanhamento nas fotos de pátio; ao Capitão-Aviador Damasceno (SCS/BAFL), por nos receber na Base Aérea de Florianópolis e pelo empenho, servindo como elo de ligação com os responsáveis pelo exercício. Sem o apoio destes profissionais esta matéria não teria sido possível.

Por fim, uma homenagem aos amigos de spotting, Daniel Popinga, Murilo Wolff e Sargento Johnson Barros pelas dicas e horas de companheirismo e diversão, fazendo o que mais gostamos, estar perto destas incríveis máquinas voadoras que tanto nos fascinam.


Spotters presentes no Exercício Carranca V: Em sentido anti-horário, Daniel Popinga (colaborador do site Portal do Aviador), Murilo Wolff (fotógrafo profissional e entusiasta da aviação), Sargento Johnson Barros (fotógrafo do CECOMSAER/FAB) e Marcelo Lobo da Silva (editor e fotógrafo do blog Aviação em Floripa).


Como bônus desta matéria especial, brindamos nossos leitores a partir de agora, com uma compilação de fotos mostrando um pouco do que presenciamos durante os dias em que estivemos realizando a cobertura fotográfica do Exercício Carranca V.



































































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