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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Nas asas do Condor






Durante o encerramento da Reunião da Aviação de Patrulha, realizada na última sexta-feira (22/5), esteve presente na Base Aérea de Florianópolis (BAFL), uma aeronave C-99A pertencente ao Primeiro Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte (1º/2º GT), o Esquadrão Condor, sediado na Base Aérea do Galeão (RJ). Com a matrícula FAB 2523, o avião que fotografamos trouxe autoridades militares e convidados para a solenidade e é um dos seis que compõe a frota da Unidade Aérea.





O Esquadrão Condor começou suas atividades no ano de 1959 operando inicialmente com os quadrimotores Douglas C-54 Skymaster. Os dois primeiros aviões foram recebidos em 13 de abril de 1960 e todo o treinamento das tripulações e mecânicos foi feita na própria Base Aérea do Galeão com o assessoramento de técnicos da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF). As características do avião, principalmente a capacidade de transporte de cargas e passageiros e a autonomia, o tornaram uma plataforma ideal para o Correio Aéreo Nacional (CAN) em suas rotas nacionais e internacionais, bem como em apoio ao Projeto Rondon, substituindo nessas missões, uma outra aeronave fabricada pela Douglas, o lendário C-47.





Com a desativação em fins de 1968 dos C-54 Skymaster, a Unidade Aérea passou a receber no ano seguinte os bimotores turboélices Hawker-Siddeley HS-748 Avro, designados na FAB como C-91 e que operavam anteriormente com o Grupo de Transporte Especial (GTE), em Brasília (DF) em missões de apoio à Presidência da República. Com o advento dos seis aviões, matriculados como FAB 2500 a FAB 2505, o Esquadrão continuou com sua principal missão de transportar passageiros e cargas em prol do CAN, ampliando a presença da Força Aérea Brasileira nos voos internacionais para diversos países do continente americano. A rotineira travessia dos Andes e a grande envergadura do Avro, levaram as tripulações do 1º/2º GT a adotar o Condor, a maior ave das Américas, como símbolo da Unidade Aérea e como seu código-rádio, até hoje utilizado pelo esquadrão.


Emblema do Esquadrão Condor.

Para celebrar os dez anos de operação com o Embraer ERJ-145, marca atingida em 2014, as aeronaves do Esquadrão passaram a exibir um adesivo na fuselagem.


A entrada em serviço dos aviões britânicos fez o Esquadrão Condor ingressar em uma nova era operacional. A confiabilidade do avião somada ao esmero e zelo das equipes de manutenção, permitiram ao 1º/2º GT atingir altíssimos níveis de disponibilidade e a outorga de diversas premiações nacionais e internacionais de Segurança de Voo. Em 1975 chegaram mais seis aeronaves Avro, desta vez da versão para transporte de cargas e tropas, denominadas de C-91A e matriculadas de FAB 2506 a 2511. Em 30 de setembro de 2005 a última aeronave C-91A foi retirada de serviço ativo. Nesta época, seu sucessor já se fazia presente na linha de voo da Base Aérea do Galeão, o Embraer ERJ-145. Com ele, o Esquadrão Condor ingressava na era do jato  e passaria a alçar voos mais altos.




Atualmente o Esquadrão Condor opera com seis aviões fabricados pela Embarer do modelo ERJ-145ER, todos utilizados anteriormente pela extinta companhia aérea Rio-Sul. Todos são pintados de cinza e empregam a designação militar C-99A, são eles, os FAB 2520 (c/n 145023), ex-PT-SPB; FAB 2521 (c/n 145020), ex-PT-SPA; FAB 2522 (c/n 145027), ex-PT-SPC; FAB 2523 (c/n 145028), ex-PT-SPD; FAB 2524 (c/n 145034), ex-PT-SPF; e FAB 2525 (c/n 145038), ex-PT-SPG. Sob o lema “Seguro e eficiente nas asas do Condor”, a Unidade Aérea é subordinada operacionalmente à Quinta Força Aérea (V FAE) e além de atender aos voos do Correio Aéreo Nacional, realiza missões de transporte de pessoal e carga, evacuação aeromédica, ressuprimento aéreo, transporte especial da FAB no Brasil e exterior e apoio às atividades da Marinha, Exército e demais órgão governamentais.


Nota editorial: Na elaboração do texto desta matéria foram utilizados os seguintes websites como fontes de referência:








1 comentários:

tdfilho disse...

Bonitas fotos e parabéns pelo texto.

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