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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Portões Abertos 2014: As aeronaves - Parte 1





Após a publicação anterior, na qual trouxemos um panorama geral a respeito do Portões Abertos da Base Aérea de Florianópolis, o foco principal daqui por diante estará diretamente ligado às aeronaves participantes da edição deste ano. Além das fotos, vamos trazer alguns dados e informações sobre cada uma delas.

Embora seja um veículo especializado em aviação, com uma grande parcela de quem nos visita sendo formada por pessoas que trabalham no meio aeronáutico ou por entusiastas da aviação, um dos objetivos principais do blog é divulgar e transmitir conhecimento também para aquelas pessoas que não vivenciam ou acompanham o mundo da aviação no seu dia-a-dia. Mesmo tendo nosso trabalho centrado na fotografia, sempre procuramos agregar conteúdo às fotos e nesse contexto, informação é fundamental.

Em função da quantidade de aeronaves, dividimos a matéria em duas partes, com o intuito de tornar a visualização das fotos menos cansativa para os nossos leitores. Iniciamos então com as aeronaves militares que estiveram presentes em Florianópolis. Em breve trataremos sobre as aeronaves civis e as empregadas pelas forças de Segurança Pública.



Embraer EMB-111 Bandeirante Patrulha (P-95B)



O Embraer EMB-111 Bandeirante Patrulha, também conhecido pelo apelido de "Bandeirulha", foi criado a partir do avião de transporte EMB-110 Bandeirante e tem como função o patrulhamento marítimo. Em relação ao Bandeirante, seu alcance foi expandido com o uso de tanques na ponta das asas, cada um com capacidade de 318 litros de combustível, semelhantes ao do avião de treinamento Xavante. A instalação dos cabides subalares para o transporte de armamento e dos tanques de combustível exigiu que fosse feito um reforço significativo da estrutura na junção da asa com o trem de pouso. Como resultado direto do aumento do alcance, o peso máximo de decolagem da aeronave aumentou para 7000 kg.

O projeto do P-95 foi apresentado à Força Aérea Brasileira no ano de 1975 como um substituto para os antigos Lockheed P-15 Neptune. Em 1976 foi feita uma encomenda de 12 unidades para a FAB, entregues entre os anos de 1977 e 1979, sendo denominados como P-95A e recebendo as matrículas FAB 7050 a FAB 7061. Ao final da década de 1980, mais 10 unidades foram encomendadas pela FAB, sendo estas denominadas P-95B e designadas como FAB 7100 a FAB 7109.

Duas Unidades Aéreas operam o modelo na FAB, o Segundo Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (2º/7º GAv), conhecido como Esquadrão Phoenix, sediado em Florianópolis/SC e o Terceiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (3º/7º GAv), o Esquadrão Netuno, com sede na Base Aérea de Belém/PA. Atualmente está em curso um projeto de modernização do P-95, cujo protótipo voou pela primeira vez em 18 de dezembro de 2013, devendo contemplar algumas aeronaves de ambos os esquadrões, que após o processo passarão a ser denominados de P-95M.

Texto adaptado a partir do website: 


P-95B Bandeirante Patrulha - FAB 7104 (c/n 110489) - 2º/7º GAv (Florianópolis/SC)














P-95B Bandeirante Patrulha - FAB 7106 (c/n 110493) - 2º/7º GAv (Florianópolis/SC)

















Raytheon Hawker 800XP (IU-93A)


O Raytheon Hawker 800XP é um jato executivo de médio porte, com alcance intercontinental, impulsionado por dois motores turbofan e com capacidade para transportar de 8 a 10 passageiros, dependendo da configuração interna. O avião teve sua fabricação iniciada nos Estados Unidos a partir da década de 1990, quando a Raytheon Aircraft adquiriu os direitos de produção do British Aerospace BAe 125, um dos jatos executivos de sua categoria mais bem sucedidos e respeitados da história da aviação.

A tradição da Força Aérea Brasileira em operar com este modelo de jato, data do ano de 1968, quando a FAB adquiriu cinco aeronaves HS.125-300B para serem utilizadas no transporte de autoridades pelo Grupo de Transporte Especial (GTE), sediado na Base Aérea de Brasília/DF, recebendo a designação de VU-93. Em 1970, foi adquirida mais uma aeronave do mesmo modelo para a função de calibragem dos equipamentos das bases aéreas e aeroportos, sendo denominada de EU-93 e integrada ao Grupo Especial de Inspeção de Voo (GEIV), localizado no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro/RJ. Em 1973, mais quatro aeronaves HS.125-400B foram recebidas para o transporte VIP. Em 1975, mais um HS.125-400B foi adquirido para calibragem de equipamentos e integrado ao GEIV. Finalmente, a partir de 1983, outros três HS.125-400B passaram a operar com o GTE, sendo que em 2007, todos os VU-93 remanescentes foram retirados do serviço ativo.

No final da década de 1990, a FAB adquiriu quatro aeronaves Hawker 800XP, as quais foram designadas de EU-93A e matriculadas como FAB 6050 a FAB 6053. Em 2008 os aviões passaram a ser chamados como IU-93A, denominação esta que permanece até os dias atuais. Embora externamente aparentem ser uma aeronave comum, em seu interior, os aviões do GEIV carregam um laboratório eletrônico de alta precisão, voando todo ano, praticamente todos os dias, inspecionando periodicamente equipamentos de comunicação, de trajetória de aproximação visual (VASIS/AVASIS), de trajetória de aproximação de precisão (PAPIS), de recalada (VHF-DF), omnidirecionais em VHF (VOR), medidores de distância (DME), além de aferir sistemas de pouso por instrumentos (ILS), sistemas de luzes de aproximação (ALS), radiofaróis não direcionais (NDB), radares (primário e secundário) e radares de aproximação de precisão (PAR), perfazendo um total de aproximadamente 900 equipamentos de auxílio à navegação aérea em todo território nacional. Cada um desses, deve ser aferido novamente, no mínimo, a cada dois meses e, no máximo, a cada seis.

Atualmente, devido à crescente incidência de interferências nas faixas de frequência dos serviços aeronáuticos, provocadas por diversas fontes (indústrias, rádios comunitárias, dentre outras), a Unidade Aérea também se volta para a monitoração, identificação e localização dessas interferências nas faixas de frequência utilizadas pela aviação brasileira.

Texto adaptado a partir dos seguintes websites:


IU-93A - GEIV (Rio de Janeiro/RJ)



















Cessna 208 Caravan (C-98) / 208B Grand Caravan (C-98A)


O Cessna 208 Caravan é uma econômica e robusta aeronave monomotora turboélice de asa alta e construção convencional metálica, usada no transporte executivo de passageiros, transporte de cargas aéreas e para uso militar. Projetado pela Cessna Aircraft Company, uma das maiores fabricantes de aeronaves executivas do mundo, a empresa desde o início deu prioridade aos aspectos de simplicidade no projeto do Caravan, com o objetivo de reduzir o máximo possível os custos de manutenção da aeronave, sem prejudicar a segurança de voo. A opção pelo confiável motor canadense Pratt & Whitney PT6A também foi estratégica, sendo o motor turboélice mais vendido do mundo, com serviços de manutenção disponíveis em um grande número de localidades em muitos países.

O Cessna 208B Grand Caravan é uma versão do Caravan com fuselagem alongada e maior capacidade de transporte de passageiros e carga. Assim como seu irmão menor, pode ser equipado com um bagageiro externo fixado na parte de baixo da fuselagem da aeronave. Mais de 1.400 unidades de Caravan e Grand Caravan já foram comercializadas, tornando-os  um grande sucesso de vendas.

Oferecido para a Força Aérea Brasileira, o Caravan foi rejeitado inicialmente como aeronave de carga por sua autonomia limitada a rotas curtas e médias e por ser uma aeronave monomotora (supunha-se que a operação sobre a Amazônia seria arriscada demais, pois em caso de falha do motor não existem locais de pouso alternativos). Mas foi aceito inicialmente como aeronave orgânica do Centro de Lançamento de Alcântara/MA.

Durante sua operação, verificou-se que o avião era confiável e fácil de operar e manter, qualidades que se mostraram ideais para as necessidades da FAB, que adquiriu mais exemplares do modelo para integrar algumas Unidades Aéreas e outras Organizações Militares, servindo como aeronave orgânica. O avião opera com facilidade em pistas de terra ou precárias, características comuns em várias localidades do interior brasileiro, mostrando-se uma alternativa aos maiores Bandeirantes para o transporte de pequenos volumes, como aeronave de ligação ou pequeno número de passageiros.

A FAB possui em operação sete aeronaves Caravan do modelo 208A, designadas de C-98 e matriculadas de FAB 2701 a FAB 2704 e FAB 2706 a FAB 2708. Além deles, utiliza o modelo 208B Grand Caravan, denominados como C-98A e com as matrículas FAB 2709 e FAB 2719 a FAB 2743. A Base Aérea de Florianópolis opera com o FAB 2706, um Caravan 208A utilizado para o transporte de pessoal e em missões de ligação entre a BAFL e as demais Unidades da FAB. Durante o Portões Abertos deste ano também estava em exposição o FAB 2737, um C-98A Grand Caravan, entretanto, não foi possível apurar a qual Unidade Aérea ou Organização Militar a aeronave pertence.

Texto adaptado a partir do website:


Cessna 208A Caravan (C-98) - FAB 2706 (c/n 208-0169) - Base Aérea de Florianópolis/SC













Cessna 208B Grand Caravan (C-98A) - FAB 2737 (c/n 208B-2221)










Embraer EMB-314 Super Tucano (A-29B)


O Embraer EMB-314 Super Tucano é uma aeronave turboélice de ataque leve e treinamento avançado, concebida para atender aos requisitos operacionais da Força Aérea Brasileira  para uma aeronave de ataque tático, capaz de operar na Amazônia brasileira em proveito do projeto SIPAM / SIVAM e como treinador inicial para os pilotos de caça.

Com a implantação do projeto SIPAM/SIVAM pelo Governo brasileiro, foi identificada a necessidade de uma aeronave de ataque, que em conjunto com as aeronaves E-99 e R-99, iria compor o segmento aéreo deste projeto, responsável pela interceptação de aeronaves ilícitas na região Amazônica e pelo patrulhamento de fronteiras. Coube à FAB elaborar os requisitos operacionais da nova aeronave, que na época também buscava um substituto para seus jatos de treinamento AT-26 Xavante, utilizados na instrução dos futuros pilotos de caça. A união destes dois requisitos, deu origem ao programa AL-X (Aeronave Leve de Ataque), o Super Tucano.

Pelas características da região Amazônica (extensa área de floresta fechada, com alta incidência de chuvas, temperaturas e umidade elevada) e de ameaças de baixa intensidade, foi definido pela Força Aérea Brasileira que a aeronave deveria ser um turboélice, com grande autonomia e raio de ação, capaz de operar tanto de dia como a noite, em qualquer condição meteorológica, a partir de pistas curtas e desprovidas de infraestrutura. Também ficou acertado que haveria duas versões da aeronave, uma monoposta (designada de A-29A), para ataque, reconhecimento armado e para interceptação e destruição de aeronaves de baixo desempenho; e outra, biposta (designada A-29B) que, além das mesmas atribuições do monoposto, serviria para treinamento e para controle aéreo avançado.

O contrato de desenvolvimento do Super Tucano foi firmado com a Embraer em agosto de 1991, prevendo dotar a Força Aérea Brasileira com 76 aeronaves, com opções para mais 23. Posteriormente, em 2005, a FAB exerceu a sua opção de compra, elevando o total a ser operado para 99 aeronaves (49 monopostos e 50 bipostos). O primeiro voo do Super Tucano aconteceu em 2 de junho de 1999, com o protótipo monoposto YA-29 (matrícula FAB 5700), seguido do voo do protótipo biposto YAT-29 (matrícula FAB 5900), ocorrido em 22 de outubro do mesmo ano. A FAB recebeu as primeiras aeronaves em 6 de agosto de 2004, que foram alocadas ao 2º Esquadrão do 5º Grupo de Aviação, com sede na Base Aérea de Natal/RN.

Atualmente o Super Tucano opera com os três Esquadrões do Terceiro Grupo de Aviação (1º, 2º e 3º/3º GAv), sediados respectivamente em Boa Vista/RR, Porto Velho/RO e Campo Grande/MS e com o Segundo Esquadrão do Quinto Grupo de Aviação (2º/5º GAv) em Natal/RN. O Esquadrão de Formação em Ensaios em Voo (EFEV), sediado em São José dos Campos/SP, utiliza uma aeronave para testar e avaliar diversos tipos de equipamentos, sensores e dispositivos que futuramente podem ser incorporados à frota de Super Tucanos da FAB. O mais recente operador do modelo é o Esquadrão de Demonstração Aérea, a “Esquadrilha da Fumaça”, que substituiu seus T-27 Tucano pelo exemplar e atualmente está em fase de implantação do modelo, devendo em breve reiniciar as suas apresentações. Foram Super Tucanos destas duas últimas Unidades Aéreas que estiveram em Florianópolis.

Texto adaptado a partir do website:


A-29B Super Tucano - FAB 5923 (c/n 31400027) - Esquadrão de Formação em Ensaios em Voo (São José dos Campos/SP)









A-29B Super Tucano - FAB 5966 (c/n 31400125) - Esquadrão de Demonstração Aérea (Pirassununga/SP)

















Sikorsky H-60L Blackhawk


O Sikorsky UH-60 Black Hawk, designado pelo fabricante como S-70, é um helicóptero médio bimotor multimissão. O modelo foi o vencedor de uma competição do Exército dos Estados Unidos (U.S. Army) no final da década de 1970 para a substituição da família UH-1 Huey. O fato de ser considerado o melhor em sua categoria tem influenciado suas vendas para as forças armadas de dezenas de países, inclusive o Brasil.

A Força Aérea Brasileira opera com 16 exemplares do Blackhawk, designados de H-60L e matriculados de FAB 8901 a FAB 8916, sendo utilizados pelo Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAv), conhecido como Esquadrão Pantera e sediado em Santa Maria/RS; e o Sétimo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (7º/8º GAv), o Esquadrão Harpia, que tem sua sede na Base Aérea de Manaus/AM. Na FAB estes helicópteros são empregados no cumprimento de um amplo leque de missões, incluindo escolta armada, busca e salvamento, transporte, evacuação aeromédica, entre outras.

Texto adaptado a partir do website:


H-60L Blackhawk - FAB 8916 (c/n --) - 5º/8º GAv (Santa Maria/RS)











Embraer EMB-312 Tucano (T-27)


O Embraer EMB-312 Tucano é um avião turboélice de treinamento e ataque leve, desenvolvido e fabricado pela empresa brasileira Embraer. Seu primeiro voo ocorreu em 1980, com as primeiras unidades entregues à Força Aérea Brasileira em 1983. O projeto moderno, com assentos em tandem (assento de trás mais alto que o da frente), foi um dos maiores sucessos da Embraer, sendo exportado para inúmeros países e com produção superior a 600 unidades.

Designado na FAB como T-27, atualmente é utilizado pelo Primeiro Esquadrão de Instrução Aérea (1º EIA), o Esquadrão Cometa, na formação dos cadetes aviadores do 4º ano da Academia da Força Aérea, em Pirassununga/SP. Também foi empregado como aeronave leve de ataque (designada como AT-27 ou A-27), em diversas Unidades Aéreas da FAB e pelo Esquadrão de Demonstração Aérea da Força Aérea Brasileira, a Esquadrilha da Fumaça, de 1983 a 2013.

Para marcar os 30 anos de operação do T-27 na Força Aérea Brasileira, o avião com a matrícula FAB 1361 recebeu uma bonita e criativa pintura comemorativa, mostrando o desenho de uma ave Tucanuçu com as asas abertas, cobrindo a fuselagem e as asas, com a aeronave sendo apresentada ao público pela primeira vez durante a cerimônia de formatura dos Aspirantes a Oficial, em 6 de dezembro de 2013, na Academia da Força Aérea, em Pirassununga/SP. Foi este avião que esteve na Base Aérea de Florianópolis durante o Portões Abertos.

texto adaptado a partir dos websites:


T-27 Tucano - FAB 1361 (c/n 312075) - 1ª EIA (Pirassununga/SP)
















Embraer EMB-110P-1K Bandeirante (C-95CM)


Um dos maiores êxitos da aviação civil e militar brasileira, o EMB-110 Bandeirante é um avião turboélice com capacidade de 15 a 21 passageiros, para uso civil ou militar, desenvolvido pela fabricante brasileira Embraer. O Bandeirante partiu de um ambicioso projeto do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento (IPD) do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) na década de 60, quando o governo brasileiro havia iniciado uma política de expansão da indústria nacional, época em que havia a necessidade de se obter um avião de propósito geral, para uso civil e militar, a ser utilizado no transporte de cargas e passageiros. Desta forma promoveu-se o desenvolvimento de uma nova aeronave, que viesse a operar com baixo custo operacional e fosse capaz de ligar regiões remotas e dotadas de pouca infraestrutura.

Nasceu assim o Bandeirante, primeiro avião comercializado pela Embraer, e o primeiro grande projeto da empresa, com 498 unidades vendidas para operadores civis e militares de diversos países. Na FAB o Bandeirante efetua missões de transporte de cargas leves e de passageiros, além de lançar paraquedistas em missões de infiltração ou de salto livre. Sua versatilidade permite também a participação tanto em operações de busca e salvamento, quanto para aferir equipamentos dos aeroportos e em missões de reconhecimento fotográfico.

Atualmente parte da frota (50 aeronaves) está passando por um amplo processo de modernização que inclui a instalação de novos sistemas de navegação, com telas MFD e o conceito "glass cockpit", revitalização da estrutura, melhorias no sistema de refrigeração e substituição de sistemas mecânicos e hidráulicos. O exemplar que esteve em Florianópolis pertence ao Quinto Esquadrão de Transporte Aéreo (5º ETA), conhecido como Esquadrão Pégaso, com sede na Base Aérea de Canoas/RS.

Texto adaptado a partir dos websites:


C-95CM - FAB 2341 (c/n 110484) - 5º ETA (Canoas/RS)












Lockheed P-3AM Orion


O P-3 Orion é uma aeronave de Patrulhamento Marítimo de longo alcance e Guerra Antissubmarino (ASW) com base em terra, sendo ainda utilizado por diversas Marinhas e Forças Aéreas ao redor do mundo. Foi concebido como um substituto para o Lockheed P2V Neptune e iniciou sua carreira operacional em 1962 na Marinha estadunidense (U.S. Navy). Derivado do avião comercial L-188 Electra e produzido ao longo de três décadas, aos poucos está sendo substituído naquela força pelo P-8A Poseidon, desenvolvido a partir do jato comercial Boeing 737-800.

Em 1999, foi aprovada pelo governo americano a venda de 12 aeronaves  Lockheed P-3A, ex-US Navy, para a Força Aérea Brasileira, por um valor de US$ 7 milhões pelo lote. Desse total, foi definido que nove aeronaves seriam operacionais e três serviriam para treinamento e como fonte de peças de reposição. Os P-3AM como são designados na FAB, foram totalmente modernizados e revitalizados nas instalações da EADS-CASA em Getafe, Madri, Espanha. Além da instalação do sistema FITS (Fully Integrated Tactical System, Sistema Tático Totalmente Integrado), as aeronaves foram submetidas a uma completa revitalização estrutural e de outros sistemas. O primeiro avião  foi recebido pelas autoridades brasileiras em 30 se setembro de 2011 e o último foi incorporado no dia 26 de julho de 2014.

Os P-3AM Orion são operados pelo Primeiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (1º/7º GAv), o Esquadrão Orungan, com sede na Base Aérea de Salvador/BA. São usados na vigilância e proteção de áreas marítimas e dos recursos naturais da Amazônia Legal e, de modo especial, a região do Pré-Sal. Além disso, a aeronave apoia as atividades de busca e salvamento no Atlântico Sul sob responsabilidade do Brasil. O avião possui um dos mais modernos sistemas para identificação por radar e dispõe do mecanismo Forward Looking Infra-Red (FLIR), que complementa as informações dos tráfegos marítimos, fornecendo imagens nítidas e claras mesmo no período noturno. A aeronave permite localizar, identificar e repassar todo o cenário do tráfego marítimo para embarcações da Marinha do Brasil e direcionar a atividade de policiamento para as áreas mais críticas.

Texto adaptado a partir dos websites:


P-3AM Orion - FAB 7207 (c/n 185-5144) - 1º/7º GAv (Salvador/BA)




































1 comentários:

Pierre Alexander disse...

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