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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

EXPOAER 2014: Os anfitriões - Esquadrão Pégaso





Neste e no próximo artigo a respeito da EXPOAER 2014 da Base Aérea de Canoas, vamos falar um pouco sobre as duas Unidades Aéreas que lá ficam sediadas, o Quinto Esquadrão de Transporte Aéreo (5º ETA) e o Primeiro Esquadrão do Décimo Quarto Grupo de Aviação (1º/14º GAv). Além das fotos que ilustram a matéria, traremos aos nossos leitores algumas informações sobre estes dois importantes Esquadrões da Força Aérea Brasileira. Iniciamos esta série com o Esquadrão Pégaso.

O Quinto Esquadrão de Transporte Aéreo (5º ETA), também conhecido como Esquadrão Pégaso, foi criado em 12 de maio de 1969 e ativado na Base Aérea de Canoas, no dia 5 de agosto do mesmo ano. Assim como as outras seis Unidades Aéreas do mesmo tipo em serviço na FAB, cada uma subordinada a um Comando Aéreo Regional, tem a função de executar missões de Transporte Aéreo Logístico, Ressuprimento Aéreo, Evacuação Aérea e Aeromédica, Operações Aerotransportadas, além de missões humanitárias, em auxílio à população em situações de desastres naturais, apoio a órgãos governamentais e civis, entre outras.


Emblema do Esquadrão Pégaso.


De acordo com a atual estrutura organizacional da Força Aérea Brasileira, o território brasileiro é dividido em sete Comandos Aéreos Regionais (COMAR), sendo que para cada um deles, existe um Esquadrão de Transporte Aéreo, que tem sua área de atuação delimitada pelos Estados da Federação que compõem cada um dos Comandos Aéreos Regionais. No caso do 5º ETA, sua jurisdição abrange os três Estados da Região Sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), os quais correspondem à área sob a responsabilidade do Quinto Comando Aéreo Regional (V COMAR).



O pensamento que norteou este sistema surgiu em meados dos anos 60, a partir da necessidade de descentralizar as operações de Transporte Aéreo da Força Aérea Brasileira, na época, sob responsabilidade do Comando Aéreo de Transporte (COMTA) e que encontrava-se de maneira concentrada na Base Aérea do Galão, no Rio de Janeiro. Embora os aviões Douglas C-47 cumprissem bem seu papel partindo daquela Base, a grande expansão populacional, o desenvolvimento acelerado do país e a implementação de projetos para a efetiva ocupação do território nacional, sobretudo na região Norte do país, pediam uma resposta mais rápida e efetiva para suprir as demandas em muito locais onde só o avião chegava. Assim, distribuir os aviões pelo Brasil era imperativo.




De forma a cumprir com eficiência as suas missões, o Esquadrão Pégaso opera atualmente aeronaves do tipo C-95BM Bandeirante, C-97 Brasília, ambas fabricadas pela Embraer e o C-98A Grand Caravan, produzido pela estadunidense Cessna. O EMB-110 Bandeirante é um avião bimotor turboélice projetado pela Embraer no início da década de 70 e amplamente empregado na Força Aérea Brasileira. Atualmente está passando por um programa de modernização, incluindo melhorias estruturais além da adoção de um painel de instrumentos com aviônicos mais modernos e a instalação de telas multifuncionais, substituindo muitos dos mostradores analógicos, diminuindo sensivelmente a carga de trabalho da tripulação. O 5º ETA recebeu seu primeiro Bandeirante modernizado em 5 de março de 2012 e atualmente todos os exemplares do modelo operados pela Unidade são deste tipo.





De projeto mais recente, o EMB-120 Brasília também é fabricado pela Embraer e é um avião bimotor turboélice, pressurizado e com capacidade para transportar até 30 passageiros, tendo realizado seu primeiro voo em 1983. A versão utilizada pelo Esquadrão é a “Advanced ER”, fabricada a partir da década de 90 e que apresenta um motor mais potente, o Pratt & Whitney PW-118 com 1800 shp e melhoramentos nos itens de conforto para a tripulação e passageiros. É utilizado no transporte de passageiros e em missões de ligação entre a Base Aérea de Canoas e os diversos órgãos que compõem a Força Aérea Brasileira.










A terceira aeronave que integra a frota do 5º ETA é o C-98A Grand Caravan. Trata-se de um avião monomotor turboélice, fabricado pela empresa estadunidense Cessna e um grande sucesso de vendas, motivadas por sua robustez, confiabilidade, manutenção simples, facilidade de pilotar e capacidade de operar em pistas não pavimentadas, qualidades estas que chamaram a atenção da Força Aérea Brasileira, a qual opera os modelos 208 Caravan I (C-98) e 208B Grand Caravan (C-98A). O modelo operado pelo Esquadrão Pégaso é da versão 208B, com a fuselagem alongada e motor mais potente.









Ao longo de sua história, o Esquadrão Pégaso acumulou alguns feitos pioneiros e notáveis, entre eles merece destaque o desenvolvimento do Sistema Múltiplo de Lançamento de Cargas, equipamento utilizado nas aeronaves C-95 Bandeirante, através de um trilho adaptado à porta lateral do avião e que permite o lançamento sequencial de fardos em uma única passagem. Homologado pelo Centro Técnico Aeroespacial (CTA) em 1994, esta técnica de lançamento é hoje empregada por outras Unidades Aéreas operadoras deste modelo de avião na FAB.

Outro destaque do 5º ETA foi obtido no mesmo ano, quando se tornou o primeiro Esquadrão da FAB a realizar em sua sede, a manutenção de Nível Parque em suas aeronaves, refletindo o alto grau de conhecimento e proficiência das suas equipes de manutenção. Também foi o primeiro Esquadrão de Transporte Aéreo a vencer uma edição da Reunião da Aviação de Transporte (RAT), em 1996, competição anual que envolve todos os Esquadrões de Transporte da FAB e que avalia de forma criteriosa a capacidade, a destreza e o preparo das Unidades Aéreas quanto ao planejamento e execução de missões de Transporte Aéreo, através do cumprimento de provas terrestres e aéreas. Tendo como símbolo o mitológico cavalo alado Pégaso, toda a  operacionalidade do Esquadrão e o espírito guerreiro de seus integrantes podem ser medidos pelo seu lema: “Quando a espada é curta, dá-se um passo a mais”.






Para a realização desta matéria foram consultadas as seguintes fontes:







PORTÕES ABERTOS - BASE AÉREA DE FLORIANÓPOLIS: VENHA FAZER PARTE DESTA GRANDE FESTA


1 comentários:

Cmte. Marcicano disse...

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