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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

EXPOAER 2013: A-1A





O Terceiro Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (3º/10º GAv), também conhecido como Esquadrão Centauro, enviou uma de suas aeronaves de ataque A-1 para a EXPOAER deste ano na Base Aérea de Canoas. Sediado na Base Aérea de Santa Maria, o esquadrão forma com o 1º Esquadrão do 10º Grupo de Aviação (Esquadrão Poker - Santa Maria/RS) e o 1º Esquadrão do 16º Grupo de Aviação (Esquadrão Adelphi - Santa Cruz/RJ), as três unidades que operam o modelo na Força Aérea Brasileira.

O A-1, como é designado na FAB, é uma aeronave de ataque subsônica equipada com uma turbina Rolls-Royce Spey Mk.807 sem pós-combustão, podendo alcançar uma velocidade máxima de cerca de 1.100 km/h. A eletrônica sofisticada e os diversos equipamentos e sensores a bordo permitem voar baixo e atacar alvos com uma precisão surpreendente. A grande autonomia da aeronave combinada com a possibilidade de reabastecimento em voo amplia em muito a capacidade de atingir alvos bem distantes, até mesmo, atrás das linhas inimigas, fazendo do A-1 um vetor extremamente valioso para missões de ataque e de reconhecimento tático. Na versão brasileira é equipado com dois canhões DEFA 554 de 30 mm e pode transportar quase três toneladas de armas e equipamentos em quatro suportes sob as asas, um suporte ventral além de dois trilhos para mísseis ar-ar de curto alcance nas pontas das asas. As possibilidades de armamentos incluem bombas dos mais variados tipos, lançadores de foguetes não guiados, tanques suplementares de combustível, pods de reconhecimento, entre outros.

Fruto da parceria entre a Embraer e as empresas italianas Aeritalia (atual Alenia) e Aermacchi, o Projeto AMX nasceu em meados da década de 70 com o finalidade de desenvolver um caça-bombardeiro para a Força Aérea Italiana cujo objetivo principal era substituir sua frota de aeronaves  Aeritalia G-91. Nesta época o Brasil vinha desenvolvendo estudos para o projeto e construção de uma aeronave de ataque, programa este denominado A-X. A parceria entre Brasil e Itália não era novidade, já que a Embraer havia adquirido no início da década, licença da Aermacchi para montar no Brasil a aeronave de treinamento avançado MB-326G, aqui batizada de AT-26 Xavante. Assim, em razão dos interesses comuns e da parceria anterior, a Embraer juntou-se ao programa em 1981.

Com o estabelecimento do acordo e o refinamento dos requerimentos técnicos de forma a criar uma aeronave que satisfizesse as necessidades dos dois países, foi criada o Consórcio AMX Internacional. Na divisão de responsabilidades (cerca de 30% para o Brasil e 70% para a Itália), coube à Embraer a fabricação dos conjuntos do trem de pouso principal, válvulas e atuadores de acionamento, conjuntos de rodas, freios, conjuntos de suporte e alijamento de cargas subalares. Também ficou sob a responsabilidade da empresa brasileira a montagem dos 79 exemplares para a Força Aérea Brasileira, mais tarde reduzidos para 56 aeronaves em função da contingência de gastos. O primeiro protótipo brasileiro do AMX (o quarto do programa), designado YA-1 e com a matrícula militar FAB 4200, voou em 16 de outubro de 1985 sob o comando do piloto de testes da Embraer, Luiz Cabral, sendo que os primeiros exemplares de série começaram a entrar em serviço na FAB em 1989. É importante ressaltar que o programa AMX proporcionou à Embraer uma excelente oportunidade para a absorção de conhecimento em diversas áreas que envolvem o projeto e a construção de aeronaves, fato este que permitiu à empresa a criação posterior de diversos projetos de aeronaves civis e militares de excelente qualidade, colocando-a atualmente como uma das principais fabricantes de aeronaves do mundo.

Para receber as primeiras unidades do A-1, foi reativado o 1º Esquadrão do 16º Grupo de Aviação na Base Aérea de Santa Cruz (RJ). Completada a dotação de aeronaves da unidade, os dois esquadrões sediados em Santa Maria (RS), 1º e 3º Esquadrões do 10º Grupo de Aviação, passaram a receber seus exemplares em substituição aos AT-26 Xavante operados por ambos. Na FAB, o A-1 é empregado em missões de interdição, apoio aéreo aproximado e reconhecimento tático (esta função sendo executada pelas aeronaves do 1º/10º GAv).

Atualmente está em curso um programa de modernização de 43 aeronaves A-1 operados pela FAB, elevando-a para o padrão A-1M. O projeto está sendo executado pela Embraer e visa colocar todas as aeronaves num mesmo patamar, com a revisão estrutural das células e a instalação de novos sistemas de navegação, armamentos, sensores, contramedidas eletrônicas, além de outros equipamentos. A modernização também resultará em um alto grau de compatibilidade e padronização com outros tipos de aviões utilizados pela Força Aérea Brasileira, sobretudo o A-29 Super Tucano e o Northrop F-5EM/FM Tiger II, gerando uma logística mais enxuta e em substancial economia de tempo e de recursos.

Entre os principais itens a serem focados na modernização, destacam-se a incorporação do radar multimodo SCP-01 Scipio, fabricado pela empresa MECTRON de São José dos Campos (SP), painel de instrumentos com telas multifunção (MFD) e com iluminação compatível com o uso de óculos de visão noturna (NVG), capacidade de lançar armamento inteligente, como por exemplo, bombas guiadas a laser, instalação de cabeamento permitindo o lançamento de mísseis ar-ar de curto alcance a partir dos trilhos das pontas das asas, novo sistema de alerta radar (RWR), adição de lançadores automáticos de mecanismos de defesa contra mísseis e radares (flare e chaff), visor montado no capacete (HMD), entre outros recursos. O primeiro A-1 modernizado, matriculado FAB 5520, foi entregue à Força Aérea Brasileira no dia 03 de setembro deste ano. Outras 16 aeronaves já encontram-se na planta da Embraer em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, em diferentes estágios do processo de modernização. 


AMX International AMX (A-1A) - FAB 5536 (c/n BX037) - Força Aérea Brasileira











































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