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quinta-feira, 21 de março de 2013

Exercício Helicóptero TA - 2013





Entre os dias 5 e 22 de março, a Base Aérea de Florianópolis (BAFL) está recebendo três esquadrões da Aviação de Asas Rotativas da Força Aérea Brasileira (FAB). Trata-se do Exercício Helicóptero TA, organizado e coordenado pela Segunda Força Aérea (II FAE) e que envolve o treinamento de missões de tiro aéreo, de forma a simular situações contra alvos de baixa performance, como por exemplo, um avião de pequeno porte ou mesmo outro helicóptero.

Fazem parte do treinamento, o Segundo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (2º/8º GAv), Esquadrão Poti, com sede na Base Aérea de Porto Velho (RO), equipado com os helicópteros Mil Mi-35M, de fabricação russa e conhecidos na FAB como AH-2 Sabre, o Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAv), Esquadrão Pantera, procedente de Santa Maria (RS) e o Sétimo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (7º/8º GAv), Esquadrão Harpia, sediado na Base Aérea de Manaus (AM), sendo o vetor utilizado por ambas as unidades, o Sikorsky H-60L Black Hawk.


 Helicópteros H-60L Black Hawk do Esquadrão Harpia

 Mil Mi-35M do Esquadrão Poti

H-60L Black Hawk do Esquadrão Pantera

O exercício, que acontece pela primeira vez em Santa Catarina, tem o objetivo principal de capacitar e aprimorar as tripulações envolvidas nas missões de interceptação, engajamento de alvos e tiro aéreo, inserindo e integrando os esquadrões participantes ao Sistema de Defesa Aéreo brasileiro, fazendo com que estas unidades estejam aptas a atuarem de forma efetiva em missões de policiamento do Espaço Aéreo, sobretudo em prol dos grandes eventos dos quais o Brasil será sede, como por exemplo, a Copa das Confederações, Copa do Mundo de Futebol e Olimpíadas.

O ineditismo também se reflete no formato da manobra. É a primeira vez que as três unidades executam o treinamento de forma conjunta, uma vez que antes, cada esquadrão realizava sua própria campanha de tiro aéreo. Para os pilotos do Esquadrão Harpia, o sentimento de ansiedade e as expectativas pelo treinamento são maiores, pois é a primeira vez que realizam o exercício de tiro aéreo, atividade recentemente incorporada ao leque de missões da unidade.

Além dos helicópteros, participa do exercício uma aeronave Embraer EMB-202A, conhecida como Ipanemão. Pertencente ao Clube de Voo a Vela (CVV) da Academia da Força Aérea (AFA), a aeronave tem a função de rebocar a biruta (uma faixa de tecido que simula o alvo aéreo no qual as tripulações dos helicópteros vão realizar o treinamento de tiro aéreo). 

 Aeronave G-19A Ipanemão

 Piloto aguarda o momento para iniciar o táxi para mais uma missão.

Detalhe do emblema do CVV/AFA.


Durante um dia de treinamento, com condições meteorológicas favoráveis, cada unidade faz uma ou duas missões. Geralmente atuando em dupla, chamada no meio aeronáutico de elemento, os helicópteros seguem o avião reboque até a área de treinamento. Lá, de maneira coordenada e de acordo com as peculiaridades e o envelope de emprego do armamento do helicóptero, a aeronave reboque posiciona-se de forma a permitir o enquadramento e os disparos no alvo. 

Na imagem, pode ser observada a aeronave G-19A Ipanemão rebocando a biruta e dois helicópteros MI-35M do 2º/8º GAv, retornando de mais uma sessão de treinamento.


Os helicópteros participantes do treinamento utilizam armamentos distintos. O Mi-35M é equipado com um canhão de cano duplo de 23 mm localizado na parte dianteira da aeronave, sendo assim, o piloto deve posicionar o helicóptero de forma perpendicular ou levemente inclinado em relação à biruta, a fim de permitir o tiro frontal do artilheiro. Já o Black Hawk utiliza uma ou duas metralhadoras giratórias com seis canos de 7,62 mm, instaladas nas laterais da aeronave, devendo a mesma ficar posicionada de forma paralela à biruta, para efetuar os disparos.

Finalizado o exercício, no retorno ao aeroporto, antes do pouso, a aeronave reboque alija a biruta, que é prontamente recolhida pela equipe de apoio no solo e levada ao pátio da BAFL, onde os técnicos e pilotos vão conferir seus acertos. Embora todas os helicópteros participantes tenham possibilidade de utilizar munição com pigmentação, em Florianópolis, apenas os Mi-35M a utilizaram, permitindo que cada artilheiro pudesse identificar seus respectivos acertos.

O apoio logístico e de infraestrutura propiciado pela Base Aérea de Florianópolis e a proximidade da área de exercício (localizada sobre o mar, em espaço aéreo restrito e reservado para treinamento militar), resultando em substancial economia de tempo e de combustível, foram fundamentais para a escolha da capital catarinense para a realização da manobra.

Paralelamente ao treinamento de tiro aéreo, o 5º/8º GAv também está participando da edição 2013 do Exercício Guasca. Fazendo parte do programa anual de treinamento do Esquadrão Pantera, é tradicionalmente realizado em Florianópolis, pelas mesmas razões elencadas no parágrafo anterior. Tem por objetivo qualificar e aprimorar os integrantes da unidade em missões de busca e salvamento em ambientes aquáticos. Localizada em frente à Base Aérea de Florianópolis, as calmas e abrigadas águas da Baía Sul constituem o cenário perfeito para o exercício.

Helicóptero H-60L Black Hawk participando da Guasca 2013.


O blog Aviação em Floripa gostaria de agradecer à Comunicação Social da Base Aérea de Florianópolis, em especial à Tenente Gabriela, pelo convite e pela oportunidade de estar presente em mais um treinamento realizado pela Força Aérea Brasileira. Cumprimos desta forma, o objetivo principal do blog, que é poder informar e mostrar às pessoas de que forma é feito e a finalidade do trabalho realizado diuturnamente pela FAB, o qual muitas vezes passa despercebido por grande parte da população. Agradecimentos também ao Primeiro Tenente Aviador Leopoldo, do 7º/8º GAv, ao Segundo Tenente Aviador Zilio, do 5º/8º GAv e ao Major Aviador Martins, do 2º/8º GAv, pelo acompanhamento e pelas informações fornecidas a respeito do exercício. Sem o apoio destes profissionais esta matéria não seria possível.

Nota editorial: A partir de agora seguem alguns registros feitos durante o Exercício, lembrando que por motivos de segurança, fotos em que apareçam o rosto ou identificação das equipagens e demais integrantes das unidades de asas rotativas foram propositalmente borradas.


Sikorsky H-60L Black Hawk - 5º/8º GAv (Esqd. Pantera)




















Sikorsky H-60L Black Hawk - 7º/8º GAv (Esqd. Harpia)









Mil Mi-35M Hind (AH-2 Sabre) - 2º/8º GAv (Esqd. Poti)




































Embraer EMB-202A Ipanemão (G-19A) - CVV/AFA













1 comentários:

Luis Lima disse...

ÓTIMO material. Muito legal saber que há uma fonte de informações sobre as operações aéreas de Floripa..

PARABÉNS pelo material

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