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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Messerschmitt Me-262 A-2a Sturmvogel





A primeira unidade operacional equipada com a versão caça-bombardeiro denominada Me 262A-2a Sturmvogel foi o EKdo. Schenk (Erprobungskommando Schenk), formada em Lechfeld com elementos da KG51 (Kampfgeschwader 51). No dia 20.07.1944, a unidade era transferida para Chateaudun perto de Orleans na França, com os seus nove aviões sendo comandados pelo Maj. Wolfgang Schenk. Foi a partir daí que lançaram suas primeiras missões.

As fontes aliadas omitem totalmente a sua presença, o que se deve ao fraco impacto que tiveram as suas intervenções. Com efeito dos dirigentes alemães não acreditarem que o desembarque na Normandia fosse o principal, que esperavam para Calais e assim a EKdo. Schenk recebeu ordens para não atacar abaixo dos 4.000 m. Como os pilotos não tinham meios para atacar com precisão a essa altitude, a sua eficiência foi muito baixa.

Entretanto, a situação na França degradava-se progressivamente. No dia 15.08.1944 a unidade - agora de signada como I./KG51 (Gruppe I da Kampfgeschwader51) - era transferida para Creil e em 28.08.1944 para Chiévres, na Bélgica. Foi nesse dia que os interceptores P-47 aliados contactaram pela primeira vez o Me 262. No final da tarde o Maj. Joseph Myers do 78º Grupo de Caça avistou um dos velocíssimos caça-bombardeiros. Os resultados recolhidos pela KG51 permitiram concluir que a eficiência do caça-bombardeiro era aproximadamente a mesma do Fw 190 nesse papel, adicionalmente, a sua alta velocidade tornava-o a plataforma adequada para ataques a baixas altitudes devido à superioridade aérea aliada.

Entre Outubro e Dezembro de 1944 foram construídos 342 Me 262 o que permitiu alocar alguns aparelhos a outras funções. Foi criada uma unidade de caça noturna, o Kommando Welter (sob o comando do Oblt. Kurt Welter), que inicialmente possuía apenas dois caças equipados com radar que era operado pelo próprio piloto, o FuG 218 Neptun. Neste período foi igualmente criado o Einsatzkommando Braunegg (sob comando do Hptm. Braunegg), uma unidade de reconhecimento de curto alcance que serviu no noroeste da Itália durante o mês de Março de 1945. Os Me 262A-1a/U3 do Einsatzkommando Braunegg haviam trocado as armas por câmaras fotográficas (Rb 50/30 ou Rb 20/30 e uma 75/30) fixadas em duas estruturas em forma de lágrima que eram apontadas através de uma janela no chão da cabine do piloto.

Contudo, durante essa fase, a maioria das atividades do Me 262 foi assumida pelos caça-bombardeiros da Kampfgeschwader 51. Quando em 16.12.1944 a Alemanha desencadeou a sua última grande ofensiva da guerra, nas Ardenas, os Me 262 estavam presentes. Não causaram, contudo, grandes baixas às forças terrestres aliadas e tudo o que conseguiram foi obrigar os aliados a desviar alguns aviões para os interceptar, aviões que poderiam ter sido empregados em outros papéis e lugares.

No dia 01.01.1945 a Luftwaffe tentou o seu último golpe de força. Mais de mil aviões foram lançados num ataque contra aerodromos franceses, holandeses e belgas. Nesta operação participaram vinte Me 262 da KG51 que conjuntamente com os Bf 109s e Fw 190s da JG3 (Jagdgeschwader 3) atacaram as bases aéreas aliadas de Eindhoven e Heesch. Foi na primeira que a Luftwaffe conseguiu o melhor resultado de toda a operação, conseguindo destruir mais de quinze Spitfires e Typhoons. Dois Me 262 da KG51 seriam abatidos, um dos quais por fogo anti-aéreo da base de Heesch. Durante o mês de Janeiro de 1945 mais ataques foram conduzidos pela Kampfgeschwader 51.

Até fevereiro de 1945 já havia sido entregue à Luftwaffe 564 Me 262s e as fábricas da Messerschmitt entregavam 36 a cada semana. Contudo, o número de aparelhos operacionais era muito inferior, visto que a Luftwaffe registrava apenas 61 jatos deste tipo nas suas fileiras. Além destes aparelhos operacionais, outros 180 jatos tinham sido entregues às unidades que se preparavam para entrar em operação como a: JG7, KG(J)54, a unidade de conversão III./EJG2 (Ergänzungsjagd-geschwader 2), e vários centros de testes. Além destes, cerca de 150 teriam sido perdidos durante ataques aliados. A somatória destas parcelas totaliza apenas 400 aparelhos, permanecendo por explicar o destino de quase 200 Me 262. Talvez tenham sido simplesmente perdidos no caos ferroviário alemão de 1945, talvez tenham permanecido em armazéns da Luftwaffe aguardando pelos seus pilotos que rareavam cada vez mais, ou sendo destruídos durante os gigantescos raids aéreos.


Fonte: http://www.luftwaffe39-45.historia.nom.br















Fontes consultadas:

http://www.airpages.ru/
http://www.ww2incolor.com/
http://www.wehrmacht-history.com/
http://operationmorgenstern.blogspot.com/
http://www.wwiiaircraftphotos.com/
http://ww2photo.se/
http://www.wwiivehicles.com/

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