Blog voltado para a divulgação da Aviação Comercial, Militar e Civil, mostrando através de textos informativos e
fotos, as aeronaves, suas histórias e curiosidades, Operações Militares, Eventos Aeronáuticos e muito mais!

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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Um clique curioso #7


Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos especialmente escolhidas em nosso acervo fotográfico analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação histórica a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Semanalmente, às segundas e quintas, publicaremos uma destas fotos, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura!


Northrop F-5E Tiger II, FAB 4861, Base Aérea de Florianópolis,  Maio de 2002.

Em maio de 2002 aconteceu o primeiro Exercício Cruzeiro do Sul (CRUZEX), um treinamento multinacional contando nesta edição com a presença de aeronaves do Brasil, Argentina e França, além do Chile participando como observador. Tendo os céus da Região Sul como palco das operações, coube a Florianópolis abrigar a força de aeronaves de caça do fictício "País Vermelho", composta por alguns Northrop F-5E/F Tiger II do Primeiro Esquadrão do Décimo Quarto Grupo de Aviação (1º/14º GAv), Unidade Aérea baseada em Canoas/RS, mas que em razão da CRUZEX estava operando deslocados de sua sede.

Para quem não sabe, o Esquadrão Pampa é o responsável pela Defesa Aérea da Região Sul do Brasil, atuando em estreita sintonia com o CINDACTA II em Curitiba, órgão que monitora e controla todo o espaço aéreo da porção meridional do território brasileiro. A fim de cumprir esta missão, todos os dias uma aeronave, um piloto e uma equipe de apoio permanecem em prontidão de 24 horas para qualquer eventualidade. Em função da Unidade Aérea estar operando a partir da capital catarinense, fez com que o Alerta de Defesa Aérea também mudasse de endereço, sendo assim, a foto alvo desta matéria mostra uma das aeronaves do Esquadrão Pampa "tirando serviço" no pátio da Base Aérea de Florianópolis. É possível observá-la conectada à fonte, pronta para ser acionada e ganhar os céus em questão de poucos minutos, seja para uma necessidade real ou simplesmente para uma simulação de rotina. 

Fechando esta matéria, deixo como bônus aos nossos leitores mais algumas fotos dos F-5 do Esquadrão Pampa em Florianópolis durante a CRUZEX 2002, tomadas em duas oportunidades, numa visita para acompanhar parte do exercício e no mini Portões Abertos ocorrido no último dia do treinamento.














quinta-feira, 2 de julho de 2020

Um clique curioso #6


Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos especialmente escolhidas em nosso acervo fotográfico analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação histórica a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Semanalmente, às segundas e quintas, publicaremos uma destas fotos, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura!


Embraer A-1B, FAB 5654, Base Aérea de Florianópolis, Outubro de 2001.

Em outubro de 2001 a Base Aérea de Florianópolis foi palco de uma manobra conjunta realizada pelos Primeiro e Terceiro Esquadrões do Décimo Grupo de Aviação (1º/10º Gav e 3º/10º GAv), Esquadrões Poker e Centauro respectivamente, ambos equipados com o mesmo vetor, o jato subsônico de ataque Embraer A-1 e compartilhando a mesma sede, a Base Aérea de Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul. Denominada de Operação Beira-Mar, consistia no aprimoramento da capacidade operacional das duas Unidades Aéreas no que tange às suas atribuições, ou seja, o cumprimento de missões de superioridade aérea, apoio aéreo aproximado, interdição do campo de batalha, além do reconhecimento tático, esta última, executada apenas pelo Esquadrão Poker, em complemento das demais.




Dentre as aeronaves que vieram a Florianópolis, uma em especial chamou a atenção pelo seu esquema de pintura. Estamos falando do FAB 5654, um dos A-1 bipostos (provido de dois assentos) pertencente ao Esquadrão Centauro. A aeronave apresentava uma camuflagem experimental em tons de verde e cinza e com as marcações em baixa visibilidade (low-viz), diferente do padrão utilizado até então pelo restante da frota de AMX da FAB, caracterizado por dois tons de cinza. Cabe ressaltar que quando as fotos que compõem esta matéria foram feitas, havia se passado menos de uma semana que o FAB 5654 havia recebido a pintura. Ela acabou não sendo aprovada, mas serviu de base para a camuflagem tática que se tornaria padrão em todas as aeronaves operacionais da Força Aérea Brasileira, implementada a partir de 2003. A aeronave aqui mostrada permaneceu com este esquema de pintura até também receber o novo padrão posteriormente.

Embraer A-1B, FAB 5654, Base Aérea de Florianópolis, Outubro de 2003.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Um clique curioso #5


Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos especialmente escolhidas em nosso acervo fotográfico analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação histórica a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Semanalmente, às segundas e quintas, publicaremos uma destas fotos, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura!


Airbus A320-232, PT-MZL, Base Aérea de Florianópolis, Dezembro de 2003.

Na noite de 6 de novembro de 2003, uma quinta-feira, um Airbus A320 da TAM, procedente do Aeroporto de Congonhas em São Paulo com destino ao Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, acidentou-se na hora do pouso. Chovia muito na capital catarinense e a condição de pista molhada conjugada com fortes ventos laterais fizeram com que a aeronave perdesse o eixo da pista na hora da aterrissagem, derrapando e saindo da mesma. Como consequência, o A320 acabou quebrando o trem de pouso do nariz, além de outros danos menores em uma das asas e em partes da fuselagem. O voo JJ-3105 trazia a bordo 122 passageiros e 6 tripulantes e felizmente não houve feridos, apenas o susto e o posterior transtorno para quem necessitava chegar ou partir de Florianópolis, uma vez que a pista ficou cerca de dez horas fechada para pousos e decolagens até a retirada do avião.


Para recuperar a aeronave e colocá-la novamente em condições de voo foi construído um hangar provisório no pátio da Base Aérea de Florianópolis. Todo o período de reparo levou cerca de quatro meses, incluindo a vinda à capital catarinense de um cargueiro russo Antonov An-124 no início de 2004, procedente de Toulouse, na França, trazendo peças de reposição para o conserto do A320. Matriculado PT-MZL (c/n 1376), até hoje continua voando nas cores da companhia aérea brasileira, agora sob o nome LATAM Brasil.


quinta-feira, 25 de junho de 2020

Um clique curioso #4


Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos especialmente escolhidas em nosso acervo fotográfico analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação histórica a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Semanalmente, às segundas e quintas, estaremos publicando uma destas fotos, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura!


Embraer EMB-326GB Xavante, FAB 4600, Base Aérea de Florianópolis, Outubro de 1994.

Em meados da década de 80, a Força Aérea Brasileira iniciou estudos para ampliar a capacidade operacional de sua frota de jatos AT-26 Xavante através da incorporação de um sistema de reabastecimento em voo, com o objetivo de aumentar o raio de ação da aeronave, principalmente em missões de ataque e reconhecimento tático. O desenvolvimento do programa, chamado de Projeto REVO, ficou a cargo do Centro Técnico Aerospacial (CTA), com sede em São José dos Campos/SP. Dividido em duas etapas distintas, consistia inicialmente na adoção da mesma sonda já utilizada pelo Northrop F-5E Tiger II e, posteriormente, sua adequação para garantir a efetiva transferência do combustível até os tanques internos. Em ambas as etapas, estavam previstos ensaios em voo com o avião cisterna KC-130 Hercules para a validação do sistema. Para servir de protótipo, foram escolhidos dois AT-26 Xavante com as matrícula FAB 4566 e FAB 4600, este último subordinado ao Primeiro Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (1º/10º GAv), Unidade Aérea com sede na Base Aérea de Santa Maria/RS.


Toda a parte prática do projeto, envolvendo os ensaios em voo foi realizada pelo Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento (IPD), atualmente Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV) vinculado ao CTA, comprovando a viabilidade do sistema. Entretanto, o projeto de dotar o Xavante com o recurso acabou sendo cancelado pela Força Aérea Brasileira, sendo que o FAB 4600 manteve o equipamento instalado até sua retirada de serviço. Atualmente este exemplar encontra-se em São José dos Campos e recentemente foi totalmente restaurado pela Divisão de Suprimentos e Manutenção (ESM) do IPEV, passando a ganhar um local permanente para exposição ao público, garantindo assim a preservação desta aeronave e da sua história. Já o FAB 4566 teve o probe removido e após sua desativação foi repassado ao Museu da TAM aonde encontra-se preservado.

Embraer EMB-326GB Xavante, FAB 4566, Museu da TAM, São Carlos/SP, Maio de 2012.


Fontes: 
Website História da Força Aérea Brasileira (http://www.rudnei.cunha.nom.br/FAB/index.html)


segunda-feira, 22 de junho de 2020

Um clique curioso #3


Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos especialmente escolhidas em nosso acervo fotográfico analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação histórica a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Semanalmente, às segundas e quintas, estaremos publicando uma destas fotos, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura!


Northrop F-5E Tiger II, FAB 4857, Base Aérea de Canoas/RS, Outubro de 2001.

Durante a edição de 2001 da Expoaer da Base Aérea de Canoas/RS (atualmente Ala 3), uma aeronave em exposição estática chamou a atenção. Embora para a maioria dos leigos ou desatentos pudesse parecer apenas mais uma entre tantas outras no pátio, para quem gosta de Aviação Militar estava ali diante dos olhos, algo pouco usual de ser visto, nem tanto pela aeronave em si (que também tem sua peculiaridade, como veremos mais adiante), mas pela sua configuração das cargas externas. Estamos falando de um dos Northrop F-5E Tiger II pertencente ao Primeiro Esquadrão do Décimo Quarto Grupo de Aviação (1º/14º GAv) exibindo sua capacidade plena de emprego com todos os seus sete pontos de carga ocupados, dois deles em especial com algo bem curioso, como vamos ver a seguir.


Na imagem acima é possível observar dois mísseis ar-ar Mectron MAA-1 Piranha em sua versão de manejo (inertes, sem carga bélica e motor de propulsão), identificados pela cor azul, nos trilhos das pontas das asas. Nos suportes subalares externos vemos duas bombas de emprego geral, também inertes, além de três tanques de combustível de 1040 litros cada um (dois nos suportes subalares internos e um no suporte central). Finalmente, compondo o conjunto de armas estão os dois canhões de 20 mm montados sobre o nariz da aeronave.

Reside exatamente no dois suportes subalares internos o motivo desta matéria, uma vez que é bastante incomum vermos um F-5 utilizando grandes tanques de combustível sob as asas, geralmente é levado apenas um, na posição central, sob a fuselagem. Diante do exposto, pode-se imaginar uma situação hipotética de emprego real desta configuração (no caso com mísseis e bombas ativas), que seria a execução de uma missão de ataque ao solo sobre um alvo localizado a grande distância do ponto de partida e sem outros aeródromos ou bases de apoio até o objetivo, o que explicaria a adoção dos três tanques de combustível de grande capacidade, uma vez que trata-se de um exemplar do segundo lote de F-5 adquiridos em 1988, portanto, sem a sonda de reabastecimento em voo (item que só seria acrescentado posteriormente com o programa de modernização F-5BR). Já os mísseis ar-ar e os canhões de 20 mm seriam para a autodefesa da aeronave contra eventuais caças inimigos.

Uma outra curiosidade presente nestas fotos, esta sim, referente à aeronave é o fato do FAB 4857 ter sido o segundo F-5E Tiger II de série a deixar a linha de produção da Northrop. No lote de 22 caças F-5E (monopostos) e 4 F-5F (bipostos) adquiridos pela FAB dos Estados Unidos em 1988, 15 deles faziam parte do primeiro lote de 30 aeronaves entregues pela fabricante estadunidense no início da década de 70.



quinta-feira, 18 de junho de 2020

Um clique curioso #2


Esta matéria é parte integrante de uma série de fotos especialmente escolhidas em nosso acervo fotográfico analógico e digital, trazendo algum tipo de curiosidade, raridade ou informação histórica a respeito destas imagens, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Semanalmente, às segundas e quintas, estaremos publicando uma destas fotos, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura!


PP-ZAT, Base Aérea de Florianópolis, Outubro de 2009.

Uma grata surpresa esteve presente no Portões Abertos da Base Aérea de Florianópolis em 2009. Estamos falando do Grumman SA-16A Albatross utilizado na produção cinematográfica "Os Mercenários" (The Expendables), escrita e dirigida por Sylvester Stallone, que estreou nas telonas em agosto do ano seguinte. A aeronave ainda ostentava a pintura empregada no filme, na trama da história, pertencente a uma ONG ficctícia de proteção ambiental chamada Global Wildlife Conservancy (GWC). Uma nota curiosa e que poucos sabem sobre este avião é que em 1955 (três anos antes de ser incorporado à FAB) já havia tomado parte em outro filme, chamado "Battle Taxi", onde aparece em algumas tomadas de solo.


Interessante comentar que este pátio e este avião tem uma relação bem íntima, uma vez que este exemplar pertenceu à Força Aérea Brasileira sob a matrícula FAB 6535 (c/n G-38, 49-080), servindo durante toda sua vida operacional junto ao Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAv), Unidade Aérea dedicada à missão de Busca e Salvamento (S.A.R., em inglês Search And Rescue), que entre os anos de 1972 e 1980 teve a Base Aérea de Florianópolis como sua sede.

Concebido como um resposta aos desafios e necessidades observadas nas missões de resgate sobre o mar durante a Segunda Guerra Mundial, o Albatross começou a ganhar formas nas pranchetas da Grumman em 1944, realizando seu voo inaugural em 24 de outubro de 1947. O sucesso deste avião anfíbio com motores radiais e silhueta marcante na execução de missões SAR foi imediato, servindo ao longo de sua vida operacional com Marinhas e Forças Aéreas de dezenove países, entre eles, o Brasil. Ao todo 466 Albatross foram construídos e até hoje alguns poucos continuam em condições de voo, mantidos por colecionadores e operadores civis.

A Força Aérea Brasileira operou um total de 14 exemplares do Albatross (matriculados de FAB 6528 a FAB 6541), entre os anos de 1958 e 1980. Para voar a aeronave, uma nova Unidade Aérea especializada em missões de Busca e Salvamento foi criada, o 2º/10º GAv, inicialmente situada na Base Aérea de São Paulo (BASP), em Cumbica. No início de 1972 o esquadrão foi transferido para Florianópolis permanecendo na capital catarinense até a desativação do Albatross na FAB, ocorrida em agosto de 1980, quando então a Unidade Aérea foi realocada em Campo Grande/MS, à espera de seu novo vetor de asa fixa, o EMB-110 Bandeirante SAR, designado como SC-95B, à epoca, em fase final de desenvolvimento pela Embraer.



O exemplar abordado nesta matéria, operou na FAB sob a matrícula FAB 6535, sendo incorporado ao serviço ativo em 6 de abril de 1959 e desativado em 28 de agosto de 1980. Após seu descomissionamento, foi entregue ao Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP) e colocado à venda juntamente com outros três Albatross em 1982, sendo adquiridos por uma empresa da Islândia em 1984, permanecendo estocados no Campo de Marte/SP até 1999. Após idas e vindas o avião foi finalmente adquirido em 2009 por Carlos Edo e colocado em condições de voo para atuar junto ao Circo Aéreo Ônix, Esquadrilha Oi e posteriormente Circo Aéreo Extreme. No mesmo ano de sua aquisição já foi utilizado no filme, recebendo o esquema de pintura retratado nas fotos. Atualmente o PP-ZAT encontra-se baseado no Aeroclube de Campinas, interior de São Paulo e ostenta uma pintura que traz referências ao padrão utilizado pela Marinha dos Estados Unidos (U.S. Navy) durante a década de 50.

Fontes consultadas:
Website História da Força Aérea Brasileira (http://www.rudnei.cunha.nom.br/FAB/index.html)


No ano seguinte o Albatross retornou a Florianópolis, desta vez já com seu novo esquema de pintura. PP-ZAT, Base Aérea de Florianópolis, Outubro de 2010.




terça-feira, 16 de junho de 2020

Um clique curioso #1


É com satisfação que passamos a apresentar aos nossos leitores, uma nova série de matérias no blog Aviação em Floripa trazendo fotos especialmente pinçadas em nosso acervo fotográfico analógico e digital, que de alguma forma trazem algum tipo de curiosidade, raridade ou informação histórica a respeito daquela imagem, seja acerca da aeronave em si ou um fato ou história relacionados a ela. Ocasionalmente estaremos publicando uma destas fotos, junto com um pequeno texto explicativo sobre a mesma. Informamos que a preocupação aqui não é com a qualidade em si da imagem, mas com o seu resgate histórico, tendo ainda o objetivo de auxiliar na preservação de uma parte da memória e da cultura aeronáutica brasileira. Seja muito bem vindo(a) a bordo e boa leitura!



A-1 FAB 5504, 1º/16º GAv, Academia da Força Aérea/SP, maio de 2002.


Este A-1 pertencente ao Primeiro Esquadrão do Décimo Sexto Grupo de Aviação (1º/16º GAv), Esquadrão Adelphi, com sede na Base Aérea de Santa Cruz/RJ, apresenta algumas características de pintura incorporadas à aeronave com base em um estudo feito no final da década de 90 para diminuir a chance de colisão com aves, especialmente urubus, durante os voos de treinamento, sobretudo na região onde a Unidade Aérea era sediada. Tal medida implicava na adoção da cor preta em toda a extensão do radome (bico da aeronave), além dos bordos de ataque das asas, estabilizador vertical, suportes subalares e na seção dianteira dos tanques suplementares de combustível (não presentes aqui neste exemplar), com o pretenso objetivo de fazer com que a aeronave se tornasse mais visível para a ave, diminuindo assim a chance de colisão com a mesma. 


Estas características de pintura foram adotadas em algumas aeronaves do Adelphi até o início dos anos 2000, quando toda a frota de A-1 da Força Aérea Brasileira (FAB) passou a incorporar e ser uniformizada com o novo padrão tático de camuflagem. Cabe ressaltar também que este esquema de pintura mostrado na foto acima manteve-se associado apenas ao 1º/16º GAv, sendo que os outros dois Esquadrões que operavam o modelo na FAB (1º/10º GAv e 3º/10º GAv), ambos sediados em Santa Maria/RS, nunca o utilizaram, permanecendo com o padrão original de pintura, até também receberem a camuflagem tática.

Nas fotos abaixo, é possível ver dois exemplares do A-1 (o primeiro deles pertencente ao Esquadrão Adelphi e o segundo ao Esquadrão Centauro), ambos fotografados também em 2002, apresentando o padrão original de pintura desta aeronave na FAB. Observe a ausência das características especiais na pintura presentes na aeronave FAB 5504.

A-1 FAB 5501, 1º/16º GAv, Base Aérea de Florianópolis/SC, Novembro de 2002.

A-1 FAB 5533, 3º/10º GAv, Base Aérea de Florianópolis/SC, Outubro de 2002.